Roberval Machado [ Petrolina / Lajedo ]:
Bela "adama", continuo por aqui. A quase dois meses tenho conversado com amigos de infância e outros também. E o que tenho visto e ouvido é uma mistura de realidade com puro delirio, eu viajo por quase todo o Brasil, devido ao meu trabalho, o que me possibilita conhecer as mazelas do nosso país. Gosto de conversar com o povo com o qual me indentifico muito, pessoas humildes em geral, mas de grande sabedoria. Pois a verdadeira sabedoria não está na colocação correta das palavras e sim nos atos corretos e idealizados por pessoas de bem, "lição que aprendi com meu pai" (dar atenção a todos, aprender com poucos e jamais misturar-me com os maus). É impressionante a quantidade de pessoas de bem que tem me cobrado ser candidato em Lajedo, o problema é que muitos acreditam que eu poderia ser o "Salvador da Pátria" (Lajedo) não é segredo para ninguém que meus melhores amigos são, ou foram " brancos", os mesmos cobram de mim a suposta candidatura. A quantidade de pessoas em sítios, povoados e cidades que me convidam para almoços e jantares em conversas entre amigos, pois é assim que prefiro chamar, o nome reunião parece-me coisa de quem tem algo a esconder. Comerciantes me perguntam o que pode ser feito em sua área, como reconstruir o comércio de Lajedo? Desempregados (a) querem emprego? "Lógico" , minha opinião é: Comércio forte = emprego em alta. Os moradores dos sítios querem saber como sair de casa sem ter a mesma arrombada, sou de acordo que segurança vem com investimentos em inteligência policial e parceria com os moradores. Pude acompanhar isto acontecer e dar certo na cidade de Paulistana - Piauí , é simples e barato. Como fortalecer o comércio? ação conjunta com prefeitura e comerciantes juntos, propagandas, promoções conjuntas, ou seja, todo o comércio ao mesmo tempo realizando liquidações, preços convidativos e premiando quem compra em Lajedo, já vi isto dar muito certo em várias cidades, porque não em Lajedo? Nossa cidade já foi palco de uma grande revolução em móveis tubulares e na confecção de roupas íntimas em centenas de casas havia uma máquina de costura profissional "Overlock" o problema é que não houve incentivo para continuar a produção que era quase toda absorvida por comerciantes do ramo de vendas, porta a porta "carteleiros" , com a queda das vendas e a quebra da maioria dos carteleiros a produção das peças ficou comprometida, hora certa para os governantes locais agirem, pena que isto não aconteceu. Entregues e abandonados a própria sorte as máquinas viraram entulho, muito diferente de Caruaru, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe, que hoje são potências nacionais nos mesmos produtos, porque não em Lajedo? Fomos fortes em leite e gado, fomos um dos maiores criadouros de frango. Nossas granjas eram modelo para qualquer lugar do país, hoje são poucos os sobreviventes dos tempos de fartura e mesmo assim tendo que submeter-se a serem empregados da MAFISA que regula do seu jeito os preços e prazos, restando para os pequenos criadores a cama de gato que erradamente e proibido por lei é dada ao gado "não por todos, claro". O povo deixou de comer frango? Claro que não. O Brasil é um dos paises que mais consome carne de frango no mundo. São Bento do Una continua forte nesta atividade, porque não em Lajedo? Cachoeirinha, terra do couro e do aço. Garanhuns, suiça pernambucana. Caruaru, terra da sulanca. Lajedo, terra de que ou de quem? Muitos almejam um milagre e isto realmente não existe na política, outros querem apenas gritar mais alto "dá-lhe isto, dá-lhe aquilo", já perderam a fé em melhorar de vida, o que é uma pena, pois um homem sem sonhos é um semi-morto, resta apenas o enterro. E é exatamente isso que muitos querem, transformar o povo em zumbis, sem expectativa só resta o grito que no fundo torna-se um gemido de dor, sofrimento e abandono. Viajo e trabalho Brasil acerca de 25 anos, mas nunca deixei de voltar em Lajedo (Colégio Normal - Seção: 27) , na esperança de ver nossa cidade melhor, o que não me impede de manter proximidade com a política das cidade em que tenho negócios, ex: Petrolina, o atual prefeito Dr. Julio Lóssio mesmo sabendo que não o apoiamos jamais sofremos perseguições, pelo contrário, nos recebeu sempre que pedimos uma audiência com ele com o intuito de melhorar algum setor da cidade, sempre fomos recebidos e atendidos dentro do possível, com criação de creches , abrigos, restaurante popular, feira livre (coberta) em grandes pátios. O que noto em Lajedo é que apenas pequenos grupos são recebidos pelas autoridades políticas locais. O grupo dos que louvam diariamente o nome dos mesmos e o outro são aqueles que podem ajudar de outra forma a política nas vésperas das eleições, encontros e conxavos realizados a plena luz do dia com apenas um intuito: ganhar de qualquer forma o poder, poder este que emana do povo para o povo. Às vezes chego a pensar que muitas pessoas em nossa cidade sofrem da síndrome de estocolmo (é um estado psicológico particular desenvolvido por pessoas que são vítimas de sequestro. A síndrome se desenvolve apartir de tentativas da vítima de se indentificar com o seu captor ou de conquistar a simpatia do sequestrador. O cérebro em instinto de sobrevivência e em um gesto desesperado em geral inconciente de preservação pessoal, fazendo com que mesmo afastando-se dos seus algozes acham que eles são boas pessoas. Felizmente até esta síndrome tem cura. Quanto ao seu questionamento digo que o dinheiro não me subiu a cabeça até porque não é tanto assim, procuro viver bem com tudo o que Deus me proporciona ter a ele e só a ele toda honra e toda glória, o verdadeiro tesouro em minha vida são minha fé em Deus, família e bons amigos o resto, os tijolos e lata são consequências do trabalho e permissão divina. Abraços, fique bem, e até breve.
Postado em 11 de Janeiro de 2012, às 03h01