O patriarca da família Dourado, Antônio Dourado Cavalcanti, morreu de causas naturais na madrugada da sexta-feira, do dia 16 de abril.
O corpo do ex-prefeito e primeiro deputado estadual da cidade (quatro mandatos), foi velado na fazenda Eldorado, que pertence à família, onde foram recebidos amigos, parentes e políticos de toda região e do estado, a exemplo do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que junto a deputada Federal Ana Arraes, do vice-governador João Lyra Neto e do presidente do Lafepe, Luciano Vasquez chegaram de helicóptero pouco antes da saída do cortejo.
O governador e seus acompanhantes seguiram o trajeto de aproximadamente 2 km do cortejo que levou o corpo até o cemitério Campo da Paz.
Dr. Dourado chegou a Lajedo como médico quando o município ainda pertencia à cidade de Canhotinho.
Em 2009, o seu centenário de vida foi motivo de grandes celebrações e homenagens em sua cidade, a exemplo do Troféu Personalidade do Ano, oferecido pelo Jornal Tribuna do Agreste, tema do desfile das escolas públicas na festa de emancipação do município e a condecoração com a Medalha do Mérito Guararapes, através do governador Eduardo Campos.
Dourado, que completaria 101 anos em setembro, era pai do deputado estadual Marcantônio Dourado e do atual prefeito da cidade, Antônio João Dourado, que também é presidente da Amupe. Ele deixou cinco filhos, 10 netos e 5 bisnetos. O prefeito Antônio João Dourado, decretou três dias de luto no município.
“Fui prefeito 4 anos, Deputado Estadual 16 anos, ao todo 20 anos de carreira política e nenhum inimigo, dei adeus ao povo e fiquei aqui aconselhando a Paz com código de união”. Em entrevista exclusiva ao Jornal Tribuna do Agreste no ano de 2005.
O futebol. A outra paixão Dourada
Há poucos dias, Dr. Dourado havia sido notícia em uma matéria do Globo Esporte, da Rede Globo. O político de Lajedo foi um dos primeiros jogadores de futebol nordestinos a se destacar em nível nacional.
Dourado, como era conhecido na época, atuou no meio-campo de times como Flamengo, Sport e Vitória. Mas foi em 1934, que seu nome se destacou, comandando o meio campo da seleção baiana se tornou campeão brasileiro (o torneio nacional era disputado por combinados de jogadores de cada estado).
Na época, Dourado poderia ter jogado uma Copa do Mundo, mas, por um dilema familiar, recusou a convocação para um grupo pré-selecionado. Mais tarde, ele seguiria a carreira de médico.
Em seu sepultamento, junto a bandeira de Lajedo, a bandeira do Sport Club de Recife cobria seu caixão.
* Foto: Arquivo Vídeo Foto PJ / JTA









