Presente de Natal para a educação lajedense

Postado por Alex Macena / Jornal Tribuna do Agreste
09 de Dezembro de 2009

Quando falamos de juventude, temos que falar também com muito respeito do movimento estudantil, movimento que une estudantes interessados em trazer melhorias sejam elas para a sua comunidade quanto para seu país.

Com a criação da União Brasileira de Estudantes Secundaristas em 1948 e antes disso a criação da União Nacional dos Estudantes, os jovens que tinham acesso ao banco escolar tiveram realmente uma representação organizada nacionalmente vista até nos dias de hoje com as Jornadas Nacionais de Lutas, levando milhares de estudantes as ruas do nosso país pedindo melhorias na educação, mais verbas para as universidades e também problemas regionais como do Passe Estudantil.

Os estudantes lutaram sempre podendo se colocar em destaque nos movimentos sociais, desde a campanha “O Petróleo é Nosso” em 1947, passando pelos anos difíceis da ditadura que começara de 1964 e estendera até 1986 tendo jovens do movimento estudantil torturados, mortos como Edson Luiz e muitos outros desaparecidos.

Os estudantes reivindicaram as “Diretas Já” a fim de garantir a retomada democrática no nosso país, depois foram às ruas pedindo o “FORA COLLOR” onde foi cassado o primeiro presidente da história do Brasil.

Continuando essa luta, a classe estudantil lajedense ganhou o maior presente que qualquer alguém possa dar. O resgate da atuação dos grêmios estudantis terá seu primeiro ponto de aparição com o lançamento de um jornal voltado para os estudantes, chamado O Estudante.

O periódico, O Estudante, aparece no cenário das escolas garantido pela liberdade e pelo direito a livre expressão, tendo seu maior objetivo, atrair os jovens para o campo da leitura aliado a prática da informação de todos os acontecimentos que interessam aos estudantes, mais precisamente, os de Lajedo.

Esse sempre foi e será o papel do movimento estudantil e por isso dizemos que não houve classe mais lutadora que morreu, sofreu cortes profundos, mas tudo isso em pró de um país melhor para todos os brasileiros.

Desejo a esses, já heróis, que Deus os abençoe e que não se deixem levar pelas correntes do negativismo e da intimidação, pois sei que os educadores lajedenses também serão gratos, afinal de contas, o espaço além de estimular a prática da transparência e democracia da informação nas escolas, também será de grande utilidade para as publicações das atividades escolares em geral.

Por falar em democracia e transparência, algumas pessoas neste país ainda não sabem lidar com essas conquistas sociais e se acham acima do direito da cobrança de transparência, da liberdade de expressão e do respeito com a imprensa, a qual é interlocutora do povo. No entanto, aproveito para afirmar que não existe imprensa má intencionada, pois o que existe é o direito de resposta e o dever de prestar esclarecimentos a sociedade, o que são protagonizados por pessoas que se beneficiam do silêncio e da falta de informação, tendo apenas como explicação, o gesto covarde de acusar a imprensa de ser tendenciosa, se omitindo de usar do mesmo para replicar. No meio de tanta falta de respeito ao cidadão, o qual nunca tem vez e voz, os meios de comunicação tem sido a única esperança de serem vistos e ouvidos. O meio de comunicação está a serviço da sociedade, tanto para os que se acham injustiçados, como também para os que têm a sensatez e a consciência de dar uma explicação, principalmente quando se trata de um assunto público.

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