Calor causa danos a pequenos Avicultores
Postado por Jornal Tribuna do Agreste01 de Janeiro de 2010
A avicultura está entre uma das mais importantes fontes de renda e de mercado de trabalho no agreste pernambucano. Em todo Brasil, o processo de desenvolvimento avícola, tanto no número de frangos abatidos como no de ovos produzidos, possibilitou à industria um notável potencial para oferecer aos consumidores, uma fonte protéica saudável e com um custo mais baixo, o que explica seu crescimento.
Mas um dos desafios de produção são os fatores ambientais com relação a alta temperatura. As instalações dos aviários (galpões) exigem vários pontos de cuidados para uma boa produção em seu ambiente, como acústica, gases, poeiras e principalmente, o térmico. Este último foi um dos causadores pela morte do maior número de frangos já registrados em algumas granjas do agreste meridional. O fato aconteceu semanas antes da frente fria do final do ano de 2009, ainda no mês de dezembro. Segundo proprietários de granjas de pequeno porte, durante o processo de criação, existe uma média de mortalidade que aponta 60 frangos para cada mil, mas só neste dia, houve uma média de cem aves mortas para cada granja de mil frangos. Granjeiro a mais de 10 anos, o Sr. Antônio Pereira, morador do Sítio Retiro, contabilizou-se uma perca de 119 frangos.
“O manejo foi feito da maneira certa, as lonas estavam todas abertas pra ventilar o aviário, mas o dia foi realmente muito quente e sem vento, quando foi a tarde já havia vários frangos mortos. Para quem tem uma granja pequena, isso foi um prejuízo certo”. Contou o sr. Antônio Pereira.
Para um dos maiores avicultores do agreste meridional, Zeza Cosme, o episódio não se trata de um fenômeno da natureza, mas sim da falta de um melhor manejo dos criadores. Segundo o empresário, entre vários detalhes como a posição da lona que envolve os galpões, minimizariam os prejuízos. Zeza Cosme ainda enfatizou que o clima favorável do agreste meridional dispensa o sistema de ventiladores climatizadores de galpões, usados obrigatoriamente em outras regiões. Entretanto, o empresário não soube informar em números, mas contabilizou uma baixa aproximada de 10% de sua criação relacionando em todas suas propriedades.
Porém, mesmo desprezando a mudança do clima e caso futuramente seja necessário o sistema de ventilação, existe o risco de falta de energia. Nesse caso a solução é a implantação de um gerador, o que aumenta os custos do manejo em ambas as situações. Diante desses fatores e uma avalanche de exigências de órgãos fiscalizadores e também do mercado consumidor, os pequenos avicultores temem em tempo futuro desistir do ramo pela falta de estrutura e retorno financeiro. Pois o calor não só prejudica no aumento de mortes na granja como também no desenvolvimento do peso da ave. O que inviabilizaria a terceirização de criação por pequenos avicultores.









