Antes escondida pelo sistema que permitia ao município disponibilizar aula em todos os níveis de ensino, a deficiente educação lajedense não era tão notória, porém agora com a cidade ficando a cargo apenas do ensino fundamental, tendo o aluno que cursar o médio pelo estado, está escancarado o nível de educação do município que mesmo em fase de progressão automática ainda consegue ver seus alunos base sendo reprovados por tamanha deficiência educacional. Cerca de 50% dos alunos que se transferiram do município para o estado não conseguiram ser aprovados.
A equipe de reportagem de o Jornal procurou o diretor da escola Jornalista Manuel Amaral (Industrial), Décio Amaral, que nos explicou a situação. “Os municípios tiveram dez anos para se adequarem a este sistema e ainda existe vários que não conseguiram. Em Lajedo o problema é ainda maior”, disse o diretor deixando no ar algumas dúvidas.
De acordo com Décio Amaral a média de aprovação do Industrial era de 85%, média essa que despencou para 70% após a mudança do sistema. “Aprovávamos cerca de 80% de nossos alunos. Este ano aprovamos apenas 72%, ou seja tivemos uma reprovação de 28% e deste 25% vieram do município”, afirmou Amaral dando números do baixo rendimento escolar dos alunos oriundos do município.
Perguntado ao que se deve esse índice tão grande de reprovação, Décio foi categórico ao afirmar “Existem muitos interesses que não são de educação no ensino público municipal”.
Baseado de 0 a 10, o município obteve proficiência regular de 4.21 apenas, no índice que mede o nível de aprendizagem adquirido pelos alunos no ano de 2009.
Washington Medeiros e Colégio Normal do Lajedo foram as escolas que obtiveram os piores desempenhos de acordo com o IDEB 2009.
*Imagem: Tiago Barbosa / OJ.









