Por dentro da economia: Endividamento cresce entre as famílias

Postado por O Jornal
15 de Agosto de 2011
O fato é que a cultura do consumismo exacerbado se difunde cada vez mais em nossa sociedade, na qual as famílias optam por gastar aquele dinheiro que sobra no fim do mês com coisas supérfluas a poupar estes recursos para garantir seu futuro. Por sua vez, esse contexto nos faz lembrar do famoso conto da cigarra que prefere a sombra e a água fresca ao invés de trabalhar e poupar recursos para os momentos de intenso frio, que querendo ou não mais cedo ou mais tarde um dia chegarão. Fatalidades como o terremoto que devastou o Haiti há pouco mais de um ano ou mesmo a tsunami que destruiu cidades inteiras no Japão há dois meses são exemplos que, embora drásticos, evidenciam a importância de uma poupança interna para qualquer país.
Em uma realidade mais próxima podemos perceber os impactos negativos do excesso de consumo da população pela conseqüente pressão que exerce sobre a inflação, que ameaça fechar este ano acima do teto máximo da meta imposta pelo Banco Central para 2011 (6,5%). É a lei natural de mercado, que determina que quanto mais indivíduos desejam adquirir bens específicos, isso ocasiona riscos de escassez e, consequentemente, ocorre a elevação geral dos preços. Em uma visão superficial há quem pense que não existem grandes problemas, uma vez que os salários são periodicamente reajustados, mas se considerados todos os desempregados, bem como os milhões de brasileiros que trabalham na informalidade e todos aqueles que vivem marginalizados, conclui-se, por conseguinte, que uma grande parte da sociedade tem de sofrer inúmeras privações ao fim deste ciclo.

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