Entrevistada do mês: Maria Emília Ramos, Secretária de Educação
Postado por O Jornal02 de Julho de 2010
O Jornal entrevistou a secretária de educação da cidade, Maria Emília, que falou, dentre outras coisas, sobre a sua ausência na audiência pública, falta de professores em algumas escolas da rede municipal de ensino, a herança de governos passados com relação a estrutura das escolas e ainda citou e anunciou novos investimentos em educação como a chegada das salas de leitura. Confira abaixo:
O JORNAL – No último dia 28 de maio foi realizada a primeira audiência pública de 2010 com a pauta em defesa da educação pública de qualidade. Nesta audiência estavam presentes representantes dos mais diversos segmentos de educação, porém uma das partes mais importantes deste sistema, a secretaria de educação, acabou não sendo representada por ninguém. Como a senhora explica a sua ausência na audiência, haja vista que o tema discutido era de interesse de sua pasta?
MARIA EMÍLIA - Eu não compareci na audiência, pois os assuntos que seriam abordados lá não eram de minha alçada. Piso Salarial, PCC e outras reivindicações estão mais voltadas para o prefeito do município. Eu não estou apta a responder sobre esses assuntos.
O JORNAL – Você afirmou que não se considerada apta a responder os assuntos abordados naquela audiência, tais como: PCC, Piso salarial e etc., porém outros temas foram levantados. Falta de estrutura, de material didático, de pagamento de difícil acesso, de perseguição política e falta de professores, para citar apenas alguns. Não acredita que esses questionamentos poderiam ter sido melhores explicados com a sua presença, até porque o prefeito, que segundo sua resposta anterior, seria o mais indicado a responder, também não compareceu na audiência?
MARIA EMÍLIA - Nós temos materiais didáticos em todas as escolas. O professor que reclama é aquele que deseja trabalhar com data show nas aulas sabendo que não é possível. A maioria das escolas não possuem segurança suficiente para abrigar este tipo de equipamento. E é bom salientar que isso é nas escolas antigas, pois nas construídas em nosso governo todas elas possuem ótimas estruturas. Já quanto ao transporte, temos carros que levam nossos professores e a falta de professores para algumas disciplinas se dá na dificuldade que estamos enfrentando em segurar os concursados aqui. Muitos são de fora, chegam a trabalhar um tempo, mas depois vão embora e sequer dão satisfação daí ficamos sem professor até que se complete o tempo de podermos chamar o próximo aprovado no concurso. Mas os alunos podem ficar tranquilos que estaremos repondo todas essas aulas nas férias e também aos sábados.
O JORNAL - Com relação a falta de segurança não seria mais fácil ampliar, haja vista que mesmo tendo sido feitos por outras gestões, os referidos colégios também são de responsabilidade de sua administração? E para aproveitar o gancho da resposta anterior, não é estranho que estejamos no meio do ano letivo e ainda existam escolas sem professores de português e espanhol depois de uma recente realização de concurso público?
MARIA EMÍLIA - A questão dos professores já está sendo resolvida, mas as das escolas ainda enfrentamos uma dificuldade devido a falta de estrutura. É quase impossível que tenhamos uma escola do jeito que os professores exigem.
O JORNAL – De que maneira está sendo resolvida a falta de professores?
MARIA EMÍLIA - Os alunos podem ficar tranquilos. Recuperaremos todas as aulas perdidas através do reforço. Já estamos providenciando a contratação emergencial de novos professores também.
O JORNAL - Um dos grandes feitos da Secretaria de Educação neste ano foi a entrega do CEPEF à população. Existem outros projetosde interesse público em andamento?
MARIA EMÍLIA - Temos vários sendo realizados. Informatização da zona rural (PROINFO RURAL); total apoio a nova universidade da cidade, inclusive orientando aos nossos professores que não tenham pedagogia que estudem nesta faculdade. Salas de leitura nas escolas Dom Expedito. Washington Medeiros, Normal, Municipal, Henrique Dias, Dom João da Mata. Recebemos cerca de mil livros para cada escola. O diferencial deste projeto é que ele não atenderá apenas os estudantes, mas toda a comunidade que more nos arredores das escolas. E, também temos a educadrilha que a cada ano é um sucesso ainda maior.
O JORNAL – A educadrilha já foi criticada pela oposição em alguns momentos por que, teoricamente é um evento para estudantes, mas no entanto é puxada por bandas que em sua maioria contam músicas de duplo sentido, você concordas com as críticas? Há projetos para que futuramente tenhamos bandas infantis participando da festa?
MARIA EMÍLIA - Quem sugere as bandas é o pessoal que contrata. Até agora não tínhamos pensado em bandas para o público infantil, mas tenho certeza que todo mundo tem gostado do formato da educadrilha que é um sucesso.
*Foto: Tiago Barbosa / OJ Imagem.









