Exposição de Eliane Velozo “Redescobrindo a Jornada de meu pai” agradou em Lajedo
Postado por O Jornal30 de Outubro de 2011
Realizou-se, de 05 a 12 de setembro, na Praça Santo Antonio, no centro da cidade de Lajedo/PE, a exposição da artista plástica Eliane Velozo, “Redescobrindo a jornada de meu pai”, trabalho autoral em homenagem a seu pai Gastão Veloso de Melo, Veterano da Força Expedicionária Brasileira – FEB, herói vivo nascido e criado nessa cidade.
A mostra teve abertura solene no dia cinco, com a presença, entre outras autoridades, do prefeito Antonio João Dourado; do Tenente-Coronel Evaldo Ferreira Baptista, comandante do 71º. BIMtz de Garanhuns; do Juiz da Comarca de Lajedo, Dr. Cristiano Henrique de Araujo Freitas. Além dos secretários de Infra Estrutura e urbanismo, Luiz Ferreira; de Cultura, Joseildo Bezerra, e de Educação, Maria Emilia Camurça Ramos, e o representante da Associação dos Veteranos da FEB, do Recife, Bruno Ribeiro.
O homenageado, Sr. Gastão Veloso de Melo (Veterano da Força Expedicionária Brasileira) estava em companhia de sua esposa Enedina Alves de Melo; seus filhos, Armando, Eliane, Ivany, Ruty, Marta, Edna, Rilda e Glauciana, além dos netos Larissa, João Manoel e Pedro; genro e nora, irmãos e irmãs, sobrinhos e sobrinhas, primos e primas, além de inúmeros amigos e amigas. Despontando, dentre cerca de 60 familiares residentes em Lajedo, Calçado, Recife e Maceió, que acorreram ao evento, seu tio, Luiz Veloso de Melo (a pessoa viva mais idosa da família), alegre e lúcido, com seus 95 anos de idade. Tudo isto ao som da Canção do Expedicionário, cantada por estudantes da Escola Padre Antonio Barbosa, e da Retreta Municipal, formada por crianças e adolescentes de escolas públicas.
Da mostra constaram informações sobre a participação da FEB no Teatro de Operações de Guerra, na Itália, reproduções de fotografias históricas de Gastão, durante sua permanência de sete meses, na Itália; textos do veterano sobre a guerra; fotografias das experiências de Eliane em sua jornada (de fevereiro a maio de 2011), nos locais onde seu pai esteve durante e no pós-guerra, na Itália.
Foram expostas, também, obras da artista sobre suas experiências ao visitar os campos de concentração alemães na Polônia e na Holanda, a cidade de Rotterdan e o Museu Casa de Anne Frank, quando mergulhou nas origens judaicas e holandesas do povo pernambucano. Ressalta-se o impacto causado pela instalação montada em sala escura, iluminada somente por uma vela e por lanternas nas mãos de até, no máximo, seis visitantes por vez, quando a artista provoca sensações e reflexões sobre o holocausto, ao representar o ambiente de um campo de concentração.
A série “Árvores Veteranas” repleta de beleza plástica e simbolismo, resgata árvores que já estavam vivas durante a II Guerra Mundial, e que permanecem até hoje em locais significativos relacionados a esse conflito.
A artista fez capacitação relacionada aos conceitos de paz/memória/arte, com professores da rede municipal de ensino. Com o mesmo objetivo, ela e seu pai, durante toda a semana, proferiram pequenas palestras, não somente para grupos das escolas da cidade, mas para todos que desejaram saber mais sobre a II Guerra Mundial.
Além do testemunho de Gastão sobre a sua trajetória: onde ele nasceu (Lajedo); se alistou (Caruaru); serviu (Jaboatão dos Guararapes); patrulhou o litoral de Pernambuco (Tamandaré); fez treinamento de guerra (Vila Militar, no Rio de Janeiro); e embarcou para a Itália (porto do Rio de Janeiro); e durante a guerra (Itália), nestes momentos, Eliane, colocou através de suas falas, inquietações quando demonstrou que os pequenos preconceitos e agressões cotidianas têm a mesma origem que as guerras e o holocausto.
Eliane explica que a finalidade do projeto é provocar formas de construção de processos de PAZ, e que para isto, pretende levar a exposição para todo o Brasil e exterior. Diz a artista: “Sinto que realizei parte de meu objetivo ao expor primeiro em Lajedo, pois apresentei ao povo de sua terra natal, o seu herói e ele hoje é reconhecido como sujeito da história que libertou o mundo do nazi-facismo”.
No último dia da mostra, Eliane ministrou oficina para produção de 467 flores em papel crepom branco, com alunos e professores da Escola Jean Piaget e da Escola de Referência em Ensino Médio, Deolinda Amaral. Estas flores brancas foram deixadas “plantadas” no gramado da Praça de Santo Antonio, formando a palavra PAZ, tributo aos 467 pracinhas brasileiros mortos, durante a Segunda Guerra Mundial.
A mostra teve abertura solene no dia cinco, com a presença, entre outras autoridades, do prefeito Antonio João Dourado; do Tenente-Coronel Evaldo Ferreira Baptista, comandante do 71º. BIMtz de Garanhuns; do Juiz da Comarca de Lajedo, Dr. Cristiano Henrique de Araujo Freitas. Além dos secretários de Infra Estrutura e urbanismo, Luiz Ferreira; de Cultura, Joseildo Bezerra, e de Educação, Maria Emilia Camurça Ramos, e o representante da Associação dos Veteranos da FEB, do Recife, Bruno Ribeiro.
O homenageado, Sr. Gastão Veloso de Melo (Veterano da Força Expedicionária Brasileira) estava em companhia de sua esposa Enedina Alves de Melo; seus filhos, Armando, Eliane, Ivany, Ruty, Marta, Edna, Rilda e Glauciana, além dos netos Larissa, João Manoel e Pedro; genro e nora, irmãos e irmãs, sobrinhos e sobrinhas, primos e primas, além de inúmeros amigos e amigas. Despontando, dentre cerca de 60 familiares residentes em Lajedo, Calçado, Recife e Maceió, que acorreram ao evento, seu tio, Luiz Veloso de Melo (a pessoa viva mais idosa da família), alegre e lúcido, com seus 95 anos de idade. Tudo isto ao som da Canção do Expedicionário, cantada por estudantes da Escola Padre Antonio Barbosa, e da Retreta Municipal, formada por crianças e adolescentes de escolas públicas.
Da mostra constaram informações sobre a participação da FEB no Teatro de Operações de Guerra, na Itália, reproduções de fotografias históricas de Gastão, durante sua permanência de sete meses, na Itália; textos do veterano sobre a guerra; fotografias das experiências de Eliane em sua jornada (de fevereiro a maio de 2011), nos locais onde seu pai esteve durante e no pós-guerra, na Itália.
Foram expostas, também, obras da artista sobre suas experiências ao visitar os campos de concentração alemães na Polônia e na Holanda, a cidade de Rotterdan e o Museu Casa de Anne Frank, quando mergulhou nas origens judaicas e holandesas do povo pernambucano. Ressalta-se o impacto causado pela instalação montada em sala escura, iluminada somente por uma vela e por lanternas nas mãos de até, no máximo, seis visitantes por vez, quando a artista provoca sensações e reflexões sobre o holocausto, ao representar o ambiente de um campo de concentração.
A série “Árvores Veteranas” repleta de beleza plástica e simbolismo, resgata árvores que já estavam vivas durante a II Guerra Mundial, e que permanecem até hoje em locais significativos relacionados a esse conflito.
A artista fez capacitação relacionada aos conceitos de paz/memória/arte, com professores da rede municipal de ensino. Com o mesmo objetivo, ela e seu pai, durante toda a semana, proferiram pequenas palestras, não somente para grupos das escolas da cidade, mas para todos que desejaram saber mais sobre a II Guerra Mundial.
Além do testemunho de Gastão sobre a sua trajetória: onde ele nasceu (Lajedo); se alistou (Caruaru); serviu (Jaboatão dos Guararapes); patrulhou o litoral de Pernambuco (Tamandaré); fez treinamento de guerra (Vila Militar, no Rio de Janeiro); e embarcou para a Itália (porto do Rio de Janeiro); e durante a guerra (Itália), nestes momentos, Eliane, colocou através de suas falas, inquietações quando demonstrou que os pequenos preconceitos e agressões cotidianas têm a mesma origem que as guerras e o holocausto.
Eliane explica que a finalidade do projeto é provocar formas de construção de processos de PAZ, e que para isto, pretende levar a exposição para todo o Brasil e exterior. Diz a artista: “Sinto que realizei parte de meu objetivo ao expor primeiro em Lajedo, pois apresentei ao povo de sua terra natal, o seu herói e ele hoje é reconhecido como sujeito da história que libertou o mundo do nazi-facismo”.
No último dia da mostra, Eliane ministrou oficina para produção de 467 flores em papel crepom branco, com alunos e professores da Escola Jean Piaget e da Escola de Referência em Ensino Médio, Deolinda Amaral. Estas flores brancas foram deixadas “plantadas” no gramado da Praça de Santo Antonio, formando a palavra PAZ, tributo aos 467 pracinhas brasileiros mortos, durante a Segunda Guerra Mundial.









