Com a intenção de melhor adequar o estatuto as realidades da cidade, o Poder Executivo Municipal confeccionou o novo estatuto e chamou as classes para a discussão. Dentre os 325 artigos do estatuto, pelo menos 40 geraram desconfiança e insatisfação da classe dos servidores. Mesmo com tanta discussão o estatuto seguiu para a Câmara Municipal tal qual como pretendido, sem que se fosse dado a mínima para a opinião dos servidores. (a minuta do novo estatuto foi conduzida pelo senhor João campos, novo secretário de saúde).
Quando o estatuto passou a tramitar na Casa, foi pedido pelo SISPUL (Sindicato dos Servidores Públicos de Lajedo) que fosse realizado uma audiência pública para que as classe interessadas fossem ouvidas a respeito do estatuto. O presidente da CML, Airton Francisco, prometeu que iria observar uma melhor data para a realização da audiência pública, porém não a realizou e nem justificou o por quê da não realização.
Mesmo passando pela análise da comissão de Justiça e redação final, presidida pelo vereador Marcantonio Dourado Filho e tendo como vice o vereador Chiquinho, o estatuto passou para a votação com algumas aberrações, como a da proibição de funcionária em estado probatório engravidar.
Indo para primeira votação o Projeto foi aprovado na integra por 4 a 3. Votaram contra o Projeto: Rossine Blesmany, Leda Machado e Paulo Vigário e a favor: Chiquinho, Marcantonio Dourado Filho, Maria Chagas e João Balão. Adelson enfermeiro não compareceu a essa reunião alegando problemas particulares (falecimento de um padrinho). A oposição até que tentou emplacar emendas que foi prontamente negada pela situação que na pessoa do líder da situação na Câmara disse que era a favor do Projeto na integra sem nenhuma alteração.
Com a aprovação em 1ª discussão, o tema ganhou repercussão nacional e fez com que os edis refizessem alguns equívocos na segunda discussão. Primeiramente a situação negou a emenda apresentada pela oposição, mas depois apresentando emenda semelhante acabou sendo aprovada por unanimidade.
Veio então a votação do estatuto e por 5 votos a 4, o estatuto acabou sendo aprovado. Rossine Blesmany, Leda Machado, Paulo Vigário e Adelson enfermeiro votaram contra o Projeto vindo do Poder Executivo. Marcantonio Dourado Filho, Chiquinho, João Balão e Maria Chagas empataram a votação. O presidente da Casa, Airton Francisco (Potó), deu seu voto de minerva a favor do Projeto, o que revoltou os presentes na reunião.
A predidente do Sispul Mônica Simões foi ouvida pela reportagem de O Jornal e desabafou.” A votação do Estatuto foi apenas o que já sabíamos que iria acontecer, mas tínhamos esperança de que algo novo acontecesse na história política dos Servidores Públicos do Município, enquanto Câmara já que nosso Presidente é servidor público, desde 2004 quando lotamos a Câmara de Vereadores na Presidência de Antonio Dornelas por causa de um Projeto de Lei que o Executivo atual enviou sobre um reajuste para a categoria de professores sem ter o percentual do reajuste no projeto de lei que percebemos que o poder de situação partidária tem dominado o Poder Legislativo do Município. Vamos mais uma vez apelar pelo Poder Judiciário como sempre foi desde que assumi a Presidência do Sindicato nada conseguirmos sem a intervenção da Justiça. O que tiramos de positivo foi à força do servidor público enquanto cidadão, somos servidores e temos direito ao respeito dos “Poderes”, estamos apenas iniciando, mas percebo que há uma transformação na visão dos servidores enquanto luta do Sindicato dos Servidores, nossos argumentos foram justos, nossas reivindicações foram pleiteadas pelos servidores então ninguém há o que questionar porque contra fatos não há argumentos”, disse e seguiu.
“As perseguições contra nossos movimentos não estão mais surtindo o efeito esperado pelos que também apenas obedecem a ordens antidemocráticas do sistema obscuro que foram incutidos na mente dos servidores. Costumo dizer que, quem promove a mudança não é os chefes, mas sim, os subordinados, o SISPUL tem mostrado que está preparado para trabalhar e que é fiel aos servidores, porque nós somos servidores públicos e prestamos nossos serviços com qualidade. Volto dizer... RESPEITO AO SERVIDOR! É DIREITO DA POPULAÇÃO! Quanto as possíveis mudanças com a aprovação desse estatuto vamos estar preparados para amparar o servidor em qualquer tipo de alteração injusta, até que seja resolvido na Justiça, estamos ai próximos do Dia do Servidor Público e enquanto Presidente estou recebendo sugestões para fazermos um grande ato para repudiarmos o que foi feito, mas vamos analisar cada uma e decidirmos o que vai ser melhor, parece – me que resolveram dar um grito de liberdade e mostrar o quanto somos importantes para história de nossa cidade”, completou.
Nossa reportagem também foi através da opinião de um popular, João Caetano S. Junior, definiu bem o sentimento da população. “RESPEITEM LAJEDO - Sinceramente, diante de tantos disparates fico a imaginar o que realmente pretendeu o executivo municipal ao propor esta alteração no estatuto? O que o povo de Lajedo lucrou com isso? Em que melhorou a situação da população? Já que nenhum dos vereadores da situação soube ou desejou explicar na tribuna da Câmara, gostaria que o poder executivo pudesse explicar. Acredito que o mais insigne tabaréu, o menos doutô dos homens seria incapaz de propor tamanha aberração, como podemos imaginar que da cabeça de governantes aparentemente capazes de transformar a realidade de um povo, como tanto foi pregado, possa surgir tão estúpida proposta legislativa, quanta ignorância jurídica, quanta incapacidade legislativa, no mínimo quanta falta de vivência de compreensão de mundo, de contato com a época em que vivemos, onde o mundo tem demonstrado que não cabe mais a repressão, que deverá sempre prevalecer o bem-estar das pessoas. Acredito que vivemos um momento único na história deste município, nunca antes visto ou sequer vislumbrado, há que se pensar o que pretendemos para Lajedo”, opinou. “O que mais nos angustia é que nem mesmo o retrógrado grupo político, tão escrachado, por tantos de nós,tão repugnado, foi capaz de tamanha ingnorância admistrativa. A despeito do descomedimento do ato praticado, o que nos leva a refletir é: como pode ser levado a plenário tamanho absurdo? Como vetar um dos mais sublimes dons concedidos pelo criador, a saber, a maternidade, propósito este que a ciência tem esquadrinhado o saber, no intuito de proporcionar a muitas mulheres este sonho, que muitas se angustiaram ao longo da vida por não poder ser mãe, imagine-se agora uma servidora que neste momento já está grávida, que vivenciou o desejo nato de cada mulher, da concepção da procriação, da continuidade da espécie, no entanto, quanto não sofreu esta semana, ao ver debatido tamanho absurdo”, desabafou.
“Passava pela Av. 19 de Maio e ouvi rapidamente quando uma senhora exercente da função de margarida, comentava tal aberração, achei tão sem nexo , tão absurdo que dei pouco valor,imaginei apenas um mal entendido, pra minha surpresa, fui conferir pessoalmente a nefasta proposta na Casa Legislativa de minha cidade, casa esta que determinará os rumos legais desta província, foi deveras um dos maiores absurdos que já presenciei em minha vida, nunca vi nada tão descomunal, tão nefasto, tão ridículo, em pleno século XXI, nove representantes do povo, eleitos pra defender o povo, pra ratificar o que preceitua a tão famosa Carta Magna , a tão aclamada Constituição Cidadã, por preservar, instituir, defender preocupações com a pessoa humana, a cidadania,ser achincalhada e desrespeitada por meras pretensões políticas partidárias. Encerro este singelo recado, ratificando o pensar do Professor Expedito Alexandre, “ como foi apequenada nossa cidade”, Lajedo tem sido motivo de piada nacionalmente, muitas são as gozações que temos sofrido, tenho visto nos blogs diversas expressões que muito diminuem nosso torrão, que maculam a integridade do “povo probo de olhar sobranceiro de almas simples e fibras de herói como tão bem definiu nosso célebre escritor, foi demais senhores ,foi demais. Gostaria de abrir um espaço pra que se alguém souber, me ajude a entender o que meu reles cérebro mortal não conseguiu. Deixo um apelo ao homens públicos de minha terra: Lajedo é muito maior, que suas celeumas pessoais, tem inúmeros problemas que urge uma medida,dá próxima vez reunam-se pra discutir algo que possua um mínimo resquício de sentido, de lógica e que PEREÇA O DIA 18 DE OUTUBRO DE 2011,não mais seja lembrado ,que nos anais da Casa Jose Vital, bom seria que não houvesse registro algum deste dia degradante, aviltante, inescrupuloso,espúrio de nossa história,PARA QUE AS FUTURAS GERAÇÕES SEQUER IMAGINEM QUE O SEU NASCIMENTO CORREU O RISCO DE SER IMPEDIDO EM FACE DESTE ABSURDO”, finalizou.
Como nenhum vereador da situação justificou o seu voto no plenário perante uma Câmara lotada, a reportagem de O Jornal procurou o prefeito do município, Antonio João Dourado, para esclarecer esse artigo do estatuto, mas foi informado por sua secretária que ele não iria conceder entrevista neste dia (20). Na segunda tentativa de entrevistar o prefeito fomos informados que o mesmo se encontrava em Brasília. O Jornal está com suas páginas abertas para o esclarecimento de qualquer membro do grupo da situação.









