Entrevistado do mês: José Aurélio, ele é o presidente da Liga

Postado por O Jornal
17 de Agosto de 2011
O Jornal entrevistou o presidente da Liga Esportiva Lajedense, José Aurélio que falou da sua trajetória a frente da entidade, da realização da Copa do Interior, do apoio que vem recebendo e também deu sua opinião com relação a atual situação do Centro Esportivo Lajedense e do estádio Clementino Lima. Confira o bate bola com o presidente na entrevista abaixo:

O JORNAL – Há quanto tempo o senhor é presidente da Liga Desportiva Lajedense?
JOSÉ AURÉLIO – O Desde a fundação da liga, 06/09/1990, que sou presidente da Liga. Em apenas uma oportunidade não atuei como presidente, pois o cargo foi exercido por Gena. Aproximadamente 18 anos fiquei a frente da Liga.
O JORNAL – Quais as principais funções da Liga?
JOSÉ AURÉLIO - Promover campeonatos de qualquer esporte. Sobretudo apoiar e organizar. Nossa função é basicamente essa. Mas nos dedicamos mais ao futebol.
O JORNAL - A gente percebe que essas funções não são, atualmente, exercidas pela Liga, mas por outros grupos ligados ao Poder público Municipal. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
JOSÉ AURÉLIO - Nós organizávamos um campeonato de futebol. O nosso maior problema é que os clubes filiados não colaboram até por não terem condições financeiras, como também não podemos cobrar ingresso fica difícil. Já teve campeonato que eu tive que pagar a árbitros do meu bolso e outras que tive que recorrer a prefeitura que sempre nos ajudou. Com relação a organização de campeonatos, acho que houve uma acomodação da gente mesmo. Nunca procurei a prefeitura para organizarmos, então outros grupos procuravam e conseguiam, mas já iniciamos conversas com o prefeito e ele disse que apoiaria o campeonato organizado pela Liga já no próximo ano. Agora podemos dizer que voltaremos a organizar os campeonatos e com o apoio da prefeitura.
O JORNAL – Quais os clubes filiados a Liga?
JOSÉ AURÉLIO - Centro Esportivo Lajedense, São Paulo de Ferreirinha, Ala, Nacional, Vasco de de Cosmo, Salobrense, Cruzeiro de Calçado e Guarani.
O JORNAL – Quais as atividades que a Liga vem mantendo?
JOSÉ AURÉLIO – Só a Copa do Interior mesmo. Nosso maior problema até para formar uma seleção é que como o campeonato não era organizado pela gente não tínhamos um controle até para ter um time forte, mas agora com a parceria irá ficar mais fácil.
O JORNAL– Na sua opinião o que deve ser feito para o estádio Clementino Lima não virar ruinas?
JOSÉ AURÉLIO – É preciso que se sente para conversar e chegar no melhor para o futebol de Lajedo. Tem que deixar a política de lado, só assim vai conseguir alguma coisa para o estádio.
O JORNAL – O time acabou, a estrutura está desmoronando. De quem é a culpa?
JOSÉ AURÉLIO – De todos. Já passou da hora de se reunir todas as pessoas que amam o futebol lajedense e o time mês do Centro. Quando alguém realmente se interessar em resgatar o Centro, consequentemente o estádio terá o total não só meu como o da Liga. Todos que passaram pela presidência do estádio tiveram sua parcela de culpa. A culpa não pode ser apenas de Boi Careta. Ele foi eleito, se não me falhe a memória com apenas dois votos contrários. Hoje em dia a gente percebe que ele foi abandonado. Ele ta só. Não sei bem por que, mas abandonaram ele. Sozinho não se faz nada. Mas, acho que ele precisa se unir a todos e levantar o campo com ele mesmo lá fazendo parte de alguma coisa. Cada um tem alguma coisa contra ele, mas é preciso esquecer isso e começar a pensar no bem para o futebol de Lajedo. Vamos acabar com a inveja, o olho grande e o interesse político. Assim a gente consegue. Com união a gente consegue, é só ver o exemplo da Copa do Interior que conseguimos após uma reunião e a tentativa de se conversar. O problema é que muitos dos que falam não agem. Na reunião mesmo que promovemos estava cheia, mesmo faltando alguns dos que falam por aí e, agora com o início da Copa apenas seis pessoas se prontificaram a continuar ajudando a gente.
O JORNAL – O senhor tem uma grande influencia no futebol lajedense e até mesmo na Federação Pernambucana, o que está fazendo para resgatar nosso time e salvar nosso estádio?
JOSÉ AURÉLIO – O que precisamos é nos reunir com o presidente atual (Boi Careta), acabarmos com as diferenças e lutar pelo Centro. Agora é a chance de aproveitarmos esses meninos que estão na seleção e resgatarmos o time do Centro. Daí já conseguiríamos ir atrás de apoio com um time estruturado e depois disso iriamos conseguir resgatar o campo, mas enquanto não pensarmos no time antes do campo, nunca iremos conseguir apoio. Se a gente se unir, garanto que a Liga, a prefeitura, a Federação e o comércio apoiará nossa causa pelo futebol de Lajedo.
O JORNAL – Qual a sua opinião com relação a arrendar o estádio a prefeitura?
JOSÉ AURÉLIO – Sou contra. Incentivo, brigo e vou atrás de apoio para o time do Centro. Mas não concordo em passar para a prefeitura. A ansiedade de muitos pelo campo acaba atrapalhando. Na hora em que perceberem que é preciso fazer primeiro o time, o campo será reestrutura com a ajuda de todos que já citei anteriormente. A chave da salvação do Clementino Lima é resgatar o time do Centro.
O JORNAL – Alguns comerciantes e esportistas da manifestaram o interesse em administrar o estádio. O que você pensa a respeito?
JOSÉ AURÉLIO – Também sou contra. Qualquer um pode assumir a presidência do Centro, mas tem que pensar no Centro. Primeiro vamos formar o time. Não podemos pensar só no estádio, senão vão querer ficar alugando o campo e apenas ganhando dinheiro as custas de quem ajudou a reerguer. Montando um time, o estádio vem em seguida, pois já teríamos um time para mostrar a quem tem interesse em ajudar. O nome do Centro Esportivo Lajedense é muito forte. Tem tradição não só em Lajedo, até mesmo no estado. Se a gente formar um time, consegue ajeitar o estádio fácil e até conseguimos colocar Lajedo na segunda divisão do Pernambucano. O Centro tem tradição. Já saiu o time do Centro e o Estádio em revista esportiva a nível nacional. Nessa época jogavam Zezinho (g), Dimas, Luiz do Industrial, Zé Ita, Sargento Eury; Chico Vieira, Severino Chulé; Euclides topete, Valdo, Adriano e Moacir. Téc. Dr. Zé Alberto, Azarias e outros.
O JORNAL – O que o senhor acha do atual governo municipal que em 15 anos de administração nunca fez um campo de futebol? Ficar só esperando o estádio Clementino é um grande sonho ou incompetência e falta de responsabilidade?
JOSÉ AURÉLIO – A acomodação vem de longe. É uma história antiga. Tínhamos o estádio Simpliciano Cardoso onde hoje é o Clube Millennium. Era sempre cheio de gente. Passou a rede de energia pelo meio do estádio. A bola batia no fio e por isso o campo fechou. Então Clementino Lima que era o prefeito da época conseguiu o terreno e construiu através dum Mutirão da população lajedense que deu tijolo, pedreiro, pôs a mão na massa e levantou o estádio. O Clementino Lima foi levantado pelo povo com a ajuda da prefeitura da época. Existe um olho muito grande no campo. E por isso esquecem de outras coisas. Não sei dos recursos da prefeitura, mas o mais necessário mesmo era fazer outro mutirão popular. Pensando no Centro e no estádio. Esquecer as coisas particulares.

*Imagem: Tiago Barbosa / OJ.

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