O JORNAL – Dificilmente um político se encontra com outras lideranças em espaço aberto para o público como aconteceu nesta reunião realizada na ‘Morada dos Melo’. O que te fez seguir essa linha inversa ao tradicional político brasileiro?
HUMBERTO COSTA – O meu entendimento é que o mandato parlamentar deve ser conduzido com a participação da população. Com os municípios, as lideranças. Lá no Senado Federal representamos o estado de Pernambuco e como tal precisamos estar atentos para os problemas gerais, mas principalmente para os problemas dos municípios, por que o estado é feito para dar este tipo de atenção. Aqui neste encontro eu tive a oportunidade de falar sobre projetos importantes como a divisão dos royalties do pré-sal, políticas que vão resultar em mais recursos para os municípios, obras que são essenciais para o estado de Pernambuco como a própria duplicação da BR que vai de São Caetano até Garanhuns, por isso eu acho que a melhor maneira da gente poder mostrar este trabalho que está sendo feito é chegar perto das pessoas em cada cidade. Isso é uma praxe do meu mandato.
O JORNAL – A oposição criticou muito o PT com relação a proposta para a nova Lei de Imprensa. O que você achou deste debate?
HUMBERTO COSTA - Eu acho que há muita desinformação neste tema. Na verdade o PT de forma alguma quer Cercear ou impor qualquer tipo de pressão contra a liberdade de pensamento, nem quer interferir nos conteúdos dos trabalhos da imprensa. O que nós queremos discutir, por exemplo com uma política de democratização dos meios é: Seria correto que uma mesma empresa tenha rádio, televisão, jornal, rede social, editora de livro, revista, é correto? Essa é uma pergunta que temos que responder. No nosso ponto de vista não é correto. Isso representa um monopólio de comunicação. É correto, por exemplo, político ter rádio ou televisão? Nós achamos que não. Achamos que isso não é correto também. Isso termine se transformando num instrumento de preservação do poder político. Então, esse é um sistema que queremos discutir. É correto que alguém seja acusado injustamente por meios que representam grupos políticos? É isso que a gente está querendo discutir. Não o de censurar o penso dum jornal O Globo ou da Folha de São Paulo, por exemplo. Eles podem expressar o que quiserem, o que não pode acontecer é esse monopólio que vem acontecendo.
O JORNAL - A Como você avalia a cobertura da mídia nacional com relação aos escândalos dos ministérios do governo da presidente Dilma?
HUMBERTO COSTA - Nós achamos que a imprensa está cumprindo o seu papel. A própria presidenta Dilma disse nos Estados Unidos que a imprensa aqui do Brasil tem também o trabalho de fiscalizar o Poder Público. Esse papel de fiscalização é de grande contribuição para que o dinheiro público seja bem aplicado. Isso nós encaramos com naturalidade. O que nós achamos complicado é quando são veiculadas matérias que não correspondem a verdade absoluta ou algumas práticas jornalísticas que não tem nada haver com a ética que deve se ter no jornalismo, como por exemplo, sob o pretexto de você ter que investigar alguma coisa, invadir a privacidade das pessoas, exercendo um papel, que achamos, que é da polícia, do ministério público e não do jornalista.
O JORNAL – Com relação a Lajedo. O que você tem a dizer para os que confiaram o voto em você na última eleição?
HUMBERTO COSTA - Eu quero deixar aqui o meu compromisso em apoiar o município. Eu tive a oportunidade como Secretário das Cidades em trazer para cá a ‘Academia das Cidades’, nós trouxemos através de outras mais alguns benefícios para Lajedo. Discutimos também na época a respeito dum ambiente de exposição que esta nesta área da ‘Academia das Cidades’ também. E, lá no Congresso Nacional o meu compromisso é de trazer mais recursos para o município. É de poder projetos que possam vim a melhorar a qualidade de vida do povo de Lajedo.
O JORNAL – Para encerrar, sabemos que o senhor não quer entra no mérito da política local ainda, mas é nosso dever perguntar. Aqui é Lajedo é constantemente reclamado por moradores com relação a condições básicas para uma melhor qualidade de vida, mas lá fora me parece que a visão é outra. As pessoas falam muito bem da cidade fora de seu âmbito. Como o senhor vê de fora esse contraste?
HUMBERTO COSTA – SOlha, eu vejo na condição de pernambucano, o potencial que Lajedo tem. A importância que essa região do agreste tem para o estado. Essa região só tende a crescer, a se desenvolver. Nós temos hoje um grande centro de educação, com um pólo educacional em Garanhuns, temos a retomada de algumas atividades econômicas como a atividade da bacia leiteira da região. Atividades turísticas, enfim, Lajedo está bem situada dentro deste contexto. Se isso eventualmente não acontece é necessário que a cidade juntamente com sua população discuta os rumos políticos que o município deva seguir. É preciso discutir os rumos políticos da cidade, para a gente poder atingir esses objetivos, aos quais eu me referi que Lajedo pode ser inserido. Então é isso. O que a gente vê de fora é que Lajedo é uma grande cidade e que tem de tudo para deslanchar no seu desenvolvimento e que nós queremos ajudar para que isso acontece.
Jornal – Qual o principal propósito de sua visita ao estado e principalmente ao agreste e Lajedo?
HUMBERTO COSTA – O objetivo do PT é de fortalecer a sigla no cenário estadual, principalmente nos municípios, já visando as eleições para prefeito que ainda estão distantes, mas já devem serem discutidas. Estamos trabalhando para fortalecer o partido e ter candidaturas fortes em vários municípios do Estado. Ainda é muito cedo para se falar em eleição, mas este é o momento certo para organizar o partido. Vamos estar juntos com a Frente Popular pernambucana.
Imagem: Tiago Barbosa / OJ









