Entrevistado do mês, Gerson Cavalcanti

Postado por O Jornal
05 de Junho de 2011
O Jornal entrevistou o presidente da Associação Azarias Alves, Gerson Cavalcanti, mais conhecido como
Gerson de Bigode. Você leitor poderá conferir o que ele disse a respeito da associação que preside e principalmente da sua resposta a
tão comentada entrevista pelo presidente do CEL. Vem polêmica por aí. Leia abaixo:

O JORNAL – Como você observou as
questões levantadas pelo presidente do
Centro Esportivo Lajedense, Antonio Ferreira
– Boi Careta - na entrevista concedida pelo
mesmo na edição passada de o Jornal?
GERSON CAVALCANTI – Procurei O
Jornal para poder me defender das acusações
que ele fez a Escolinha Azarias Alves. É um
absurdo ele falar que nós não contribuíamos
para o campo, que andávamos por aí falando
mal dele e que tínhamos sidos proibidos de
treinar no Módulo esportivo. Para provar
que nunca dei a ele R$ 30,00 de três em
três meses como ele afirmou, tenho em
mãos recibos assinados por ele mesmo, que
comprovam o quanto a escolinha repassava
para o Centro (ver a cópia dos recibos na
página A8 – Geral).
O JORNAL – De acordo com esses
recibos apresentados pelo senhor,
constatamos que em nenhum momento
foi repassada nenhuma quantia referente
aos valores citados pelo presidente
do CEL. Como o senhor analisou essa
declaração dele?
GERSON CAVALCANTI - Achei
estranho ele ter dito isso na entrevista.
Quando li pensei logo que teria que
mostrar que ele não estava falando
a verdade. Como pode ser visto eu
repassei para ele três quantias de R$
50,00; uma de R$ 60 e outra de duzentos.
Em nenhum momento repassei a ele
o que ele disse.
O JORNAL - O presidente do Centro
Esportivo reclamou da falta de apoio
para realizar o trabalho a frente daquela
sociedade. E você também passa por
dificuldades neste quesito?
GERSON CAVALCANTI - Não tenho
do que reclamar. Fora a ajuda da prefeitura
através da Assistência Social também
ganhamos material como coletes, meiões,
chuteiras, shortes e etc. Se não existe ajuda
com relação ao Centro é por que deve haver
algum problema. Por que ele não resolve
ser mais humilde e entrega para outra
pessoa então?
O JORNAL – Há quanto tempo você está
a frente da Escolinha Azarias Alves?
GERSON CAVALCANTI - ESou presidente
da Escolinha desde 2005. Já venci duas
eleições. Tudo na nossa associação é feito de
maneira democrática ao contrário do que é
visto no Centro Esportivo Lajedense. É bom
que saibam, inclusive que a escolinha que Boi
Careta proibiu de treinar lá no Centro teve
como um dos fundadores ele mesmo.
O JORNAL – O problema entre você e
o presidente do Centro fica apenas dentro
das quatro linhas ou existe algo pessoal
que esta atrapalhando este contato entre
Escolinha e CEL?
GERSON CAVALCANTI – Não entendo
por que de tudo isso. Nunca falei mal dele
como ele disse. Se alguma outra pessoa
ligada a escolinha falou eu não posso ser
responsabilizado. Acredito que esse discurso
dele na entrevista tenha sido apenas desculpa
para justificar o por que de não ter deixado
a escolinha treinar lá no Centro. Até por que
tenho conhecimento de que a Escolinha de
São Caetano está treinando lá sem pagar
nada. E outra ele mesmo disse que os times
pagavam a ele apenas R$ 20,00. Isso os que
pagavam. Quero deixar claro que a escolinha
não tem nada haver com os problemas
financeiros do Centro. Nós estamos com
todas as nossas contas em dia. Não temos
problemas com a prefeitura que sempre
nos ajudou e não sei por que não confia
em ajudar o Centro também.
O JORNAL – Com relação a ajuda
recebida da prefeitura pela Associação
Azarias Alves, conforme foi dito pelo
presidente do Centro. O que tem de verdade
e como funciona este repasse?
GERSON CAVALCANTI – Realmente a
escolinha recebe uma verba da prefeitura no
valor de R$ 800,00. Isto é um reconhecimento
de um trabalho social sem fins lucrativos,
onde procuramos fazer a nossa parte na
melhoria dos nossos jovens. Vivo do meu
trabalho. Para sobreviver não preciso do
dinheiro da prefeitura. Nosso Projeto ajuda
para que jovens não entrem no mundo
das drogas e do crime. Este dinheiro que
recebemos da prefeitura é distribuído da
seguinte maneira: R$ 380,00 ao treinador da
equipe; R$ 70,00 ao assistente; resta ainda
R$ 350,00 que usamos para comprar bolas,
uniformes, custear transportes, lavagem de
uniforme e compra de medicamentos. Hoje
temos seis padrões; redes; tenda; garrafão
térmico; bolsas para transportar padrão; caixa
térmica grande e pequena; 12 garrafinhas
d’água; cinco bolas; apitos; cartões e etc.
Tudo isso comprado com este dinheiro.
Ainda temos dinheiro em caixa.
O JORNAL – Como você se sente em
querer tocar o projeto da Associação para
frente e se tornar impedido por uma
questão tão pequena como esta levantada
pelo presidente do centro?
GERSON CAVALCANTI – Fico triste
em ver um patrimônio tão importante da
cidade sendo mal administrado. Nossa
escolinha realiza um projeto importante
para os jovens. Conseguimos fazer com
que adolescentes frequentem a escola,
que não se envolvam com drogas, crime
e outras coisas ruins. O que nós queríamos
apenas era utilizar o espaço para realizarmos
este trabalho social. O Centro está parado
há oito anos por causa deste cidadão, já a
nossa escolinha não para um dia mesmo
com todos esses problemas.
O JORNAL – Havia um boato na
cidade de que o presidente do Centro
Esportivo Lajedense, Antonio Ferreira (Boi
Careta), teria retirado as traves do campo
para que a escolinha Azarias Alves não
treinasse no local. Até que ponto essa
história procede?
GERSON CAVALCANTI – É verdade.
Ele arrancou as traves do campo para que
a escolinha não treinasse mais lá. Primeiro
ele disse que iria tirar para fazer uma solda,
mas não recolou mais no lugar, certamente
para que não ficássemos mais por lá. Na
entrevista ele afirma que a escolinha de
São Caetano está treinando no Centro,
mas tenho informações de que eles já
tiveram que sair de lá para treinarem no
Módulo.
O JORNAL – Com a proibição da
Escolinha Azarias Alves de treinar no campo
do Centro Esportivo Lajedense, qual a
providência tomada por você para
que a escolinha não pare? Também
foi dito pelo presidente do CEL que
a escolinha Azarias Alves teria sido
proibida de utilizar o campo do CEPEF.
O que você tem a dizer sobre isso?
GERSON CAVALCANTI – Já faz
um ano em que fomos proibidos de
treinar no Centro. Tivemos que ficar
utilizando o campo do Muriçocão,
mas o mesmo não reunia condições
plenas para o funcionamento integral
da Associação. Depois de passar dois
meses treinando no campo do Colégio
Municipal (Novo) conseguimos um
horário no Módulo (CEPEF). Nosso
único problema com o campo do
Módulo era com relação a horário.
Agora iremos treinar das 13 às 15h30 nas
terças e quintas-feiras. Está mais do que
provado que não temos problemas nenhum
com a administração do Módulo, como ele
havia dito na entrevista a este jornal. O único
obstáculo era de agenda. O local comporta
também todos os colégios municipais com
o programa Terceiro Tempo, por isso não
nos estava restando um horário compatível
com nossas atividades, mas agora este
pequeno problema já está solucionado.
É sempre bom lembrar também que boa
parte dos atletas lajedenses que vão jogar
nas cidades vizinhas, conforme o presidente
do Centro falou, já passaram pela nossa
escolinha. Formamos atletas e cuidamos
também do ser humano. Já mandamos
atletas até para o times de outros estados.
Fazemos um trabalho muito bonito e que
poderia ser até mais prestigiado se fosse
mais conhecido.
O maior problema é que ele não tem
serviço prestado no Centro. Nunca formou
uma equipe todos esses anos a frente
do estádio e ainda vai até um jornal dar
entrevistas com mentiras e calunias. O
maior problema dele é querer colocar a
culpa em outras pessoas para justificar
a sua incompetência. No dia em que eu
não puder mais assumir um cargo eu serei
humilde para entregar para outro, jamais
vou colocar a culpa em alguém.

*Imagem: Tiago Barbosa / OJ

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