O JORNAL - O SISPUL é muito conhecido, principalmente, através das ações realizadas nas áreas de educação e obras. Além dessas duas o que mais vem sendo realizado pelo sindicato em prol dos funcionários de outras repartições?
MÔNICA SIMÕES - A demanda da educação é muito grande, porém o SISPUL sempre foi visto como o sindicato dos professores, principalmente, por ser uma diretoria só de professores e isso acaba refletindo. Dentre nossas ações temos procurado dar o melhor em relação aos outros setores como na saúde, por exemplo, que estamos com mais de 40 processos de insalubridade só para serem julgados. Temos tentado também divulgar aos servidores que estamos com uma minuta de estatuto dos servidores municipais que interessa a todos os servidores, só que não podemos atuar numa área que não conhecemos a necessidade, esperamos agora darmos uma melhorada nesses ramos com a nova diretoria que espera ser eleita em 05 de abril onde iremos encontrar servidores de todas as áreas, se eleita será uma diretoria bem mista, cada um vai atuar em sua área, temos uma equipe só para educação, uma para urbanismo e outra para saúde .Porém o interesse maior tem que partir dos servidores, o sindicato não pode atuar em uma área que não esta sendo pleiteada por ninguém, até porque o sindicato não representa o servidor apenas coletivamente, mas, individualmente também.
O JORNAL – Muitas vezes representantes do Poder Público Municipal vinculam a imagem do sindicato a de grupos de oposição. O que você pensa disso? E você não acha que o fato de ter participado ativamente de campanhas políticas em favor de grupos oposicionistas de certa forma pode ter influenciado para que alguns funcionários ainda não tenham se filiado ao Sindicato?
MÔNICA SIMÕES - Isto é uma forma de afastar o servidor público do sindicato. Quando os servidores de fora chegaram ao município acabaram de uma vez por todas com essa história, afinal não sabemos o partido deles. Hoje temos um número bem dividido entre sócios de partido a ou b e os servidores de fora. Só existe partidarismo quando um só é prejudicado, agora quando todos são prejudicados acabam com o partidarismo. Um exemplo disso aconteceu ano passado quando a Secretaria de Educação aumentou a carga horária dos servidores técnicos administrativos e todos foram ao sindicato em busca de solução sendo eles de partidos a ou b. Outro ponto relevante é que a administração tem perseguido os sindicalistas, como aconteceu por exemplo, na secretaria de urbanismo. Recentemente se ouviu falar que teria um livro de ponto só de quem fossem associados ao sindicato. Na educação os descontos arbitrários dos funcionários que participam de movimentos sindicais são, portanto, uma forma de calar e perseguir. Estamos num momento crítico em que pessoas que mostrarem que algo esta errado é tido como oposição partidária, eu não tenho nenhum peso na consciência em relação a isso até porque sempre soube separar as coisas. Se fizermos uma retrospectiva no SISPUL vamos lembrar que a Ex Presidente Sônia Amorim em sua atuação passou pelas mesmas coisas que passamos hoje era mal vista e criticada como sindicato de oposição pelos gestores anteriores ao Prefeito atual, mas nem por isso deixou de fazer um brilhante trabalho. Nós vamos continuar fazendo o mesmo, não interessa a ninguém minhas decisões políticas partidárias são pessoais, agora minhas decisões sindicalistas são tomadas com todos os servidores que se fazem presentes nas assembleias, agora se os servidores não vão às assembléias e ficam criticando então essas críticas pra mim não interessam, temos a certeza que queremos o melhor e isto é o suficiente. E tenho a absoluta convicção que nossos sócios que são atuantes sabem que somos uma entidade séria que mesmo diante das dificuldades estamos escrevendo uma história diferente.









