Crítica cidadã, por Expedito Alexandre: Marketing político às avessas?

Postado por Expedito Alexandre / OJ
17 de Agosto de 2011
“Consideras o mundo digno de tua atenção? Sê ambicioso, não de dinheiro (é pequeno), não de vaidade (é ser tolo), mas de poder. Procura-o, goza dele, agarra-te a ele, e abandona-o somente quando tuas forças estiverem tão esgotadas que não mais o possa segurar, nem com as mãos nem com os dentes.” (Èmile Oliver, extraído de A arte da política - Mansur Chalita).
É impressionante e lamentável ainda existirem em nossa cidade políticos que, à luz do próprio marketing político, pertencem à categoria de “idealistas” ou pertencem a legendas “ideológicas”; pois, em sendo dessas categorias, salvo raras exceções, têm viabilidade pessoal baixa, mas são beneficiados pela militância e pelo conceito coletivo dos grupos de opinião a que pertençam, fato que lhes confere viabilidade eleitoral. Necessitam marcar (falsas) posições institucionais e propagar as igualmente (falsas) convicções políticas.
Os candidatos ideológicos são espécimes condenados à extinção, pela ganância, intolerância dos partidos majoritários e pela alienação social.
Ah, esses políticos ambiciosos, também denominados assessores-cogumelos (crescem e sobrevivem à sombra do seu manda-chuva), normalmente são inseguros e estão sempre em guarda contra qualquer pessoa que possa ganhar espaço junto ao “chefe”. Mais grave, agarram-se ao poder pelo poder e, sem convicções próprias, agem ao arrepio da Lei. Paus-mandados. Desrespeitam e desconhecem liberdade de expressão: direito de manifestar livremente opiniões, ideias e pensamentos. Conceito basilar nas democracias modernas nas quais a censura não tem respaldo moral.
A liberdade de expressão, sobretudo sobre e questões públicas é o suporte vital de qualquer democracia. Os governos democráticos não controlam o conteúdo da maior parte dos discursos escritos ou verbais.
Vale ressaltar que, quando se restringe a liberdade de um indivíduo, não somente o direito deste é atingido, mas também o de toda a comunidade de receber e debater as informações.
Ah, políticos!!! Não querem seus desmandos expostos, valham-se da vida pública com a dignidade exigida pelo Estado Democrático de Direito. Excreções, façam-nas em sua vida privada.

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