Crítica cidadã, por Expedito Alexandre: Manual da esperteza
Postado por O Jornal03 de Janeiro de 2011
Precisamos ficar atentos aos sinais de irregularidades na administração municipal. Apesar de não determinarem necessariamente a presença da corrupção, alguns fatores devem estimular uma atenção especial: falta de transparência dos atos administrativos, ausência de controle administrativo e financeiro, dependência do Legislativo (vereadores) e dos conselhos municipais, comunidade alheia aos orçamentos.
Fiquemos alerta com os sinais exteriores de riqueza. Os corruptos assumem feições diversas. Há um tipo grosseiro, que se compraz em fazer demonstrações de poder e riqueza. Não se preocupa em ser discreto. Ostenta sua apropriação dos recursos públicos.
Já o fraudador discreto tem formas de agir que tornam mais difícil a descoberta do ilícito. O dinheiro é subtraído aos poucos e em quantias pequenas, por meio de esquemas articulados com os fornecedores.
Nosso manual orienta: fiquemos de olho na resistência de autoridades a prestar contas, na aprovação de parentes e amigos em concursos, na perseguição a vereadores que pedem explicações sobre gatos públicos.
Façamos uma investigação aprofundada para sabermos, nos bastidores, como funciona o esquema sobre licitações dirigidas para se devolverem “favores” acertados durante a campanha eleitoral. Colírio à mão contra a aquisição fraudulenta de materiais e serviços, ou seja, a montagem de concorrências públicas falsas.
Olhos bem abertos para os fornecedores “profissionais” de notas “frias”; consumo de combustível, merenda escolar; pagamentos com cheques sem cruzamento.
Remédios contra a corrupção: obtenção de provas, mobilização popular.
Alguns cuidados: corruptos e fraudadores do dinheiro público são pessoas sem escrúpulos, capazes de qualquer coisa, como forjar documentos e provas, subornar ou ameaçar testemunhas, intimidar oponentes.









