Crítica cidadã, por Expedito Alexandre: As Elites do Continuísmo

Postado por Expedito Alexandre / OJ
16 de Maio de 2011
A palavra elite é usada com muita frequência, tanto no plural como no singular, nas mais variadas situações e, às vezes, adquire sentidos opostos. Ora ela aparece com sentido positivo, elogioso, realçando qualidades ou grupos de indivíduos, ora tem sentido negativo, crítico, responsabilizando pessoas ou segmentos da sociedade pelas injustiças e desigualdades sociais.
O termo, porém, adquire sentido negativo quando usado na crítica às camadas sociais de maior poder econômico e grande influência social e política, como minorias privilegiadas que se beneficiam do poder e da riqueza em detrimento da maioria.
Estudiosos afirmam que a maioria da população não enquadrada em nenhum tipo de elite pertence a estratos inferiores ou não-elite.
Como maioria a que pertencemos, é tempo de pensarmos nos 62 anos de história de nossa cidade: o que fizeram ou o que fazem verdadeiramente as elites políticas que se alternam no poder em nosso município. Mantiveram a estagnação governista do pensamento pequeno, pouco educativo e mantenedor do poder pelo poder? Ou criaram uma mentalidade nova (ao que aí está posto não), pois setores importantes da vida municipal parecem puro continuísmo ou falta do continuísmo operante, se olharmos o espelho da educação e da saúde, principalmente.
Aliás, a conclusão de Marx é que cada classe que ascende ao poder destrói o estado anterior e implanta o seu próprio. Ou simplesmente (caso de nossa cidade), segundo a teoria das elites, ocorre a substituição de uma elite por outra no comando.
Solução? Uma revolução da maioria (da massa). A não ser que acreditemos em retrocessos disfarçados, dando credibilidade ao que pouco verdadeiramente cresceu.

Compartilhe esta notícia