Crítica Cidadã, por Expedito Alexandre: A desonestidade intelectual dos legisladores lajedenses

Postado por Expedito Alexandre / OJ
30 de Outubro de 2011
Os últimos acontecimentos políticos de nossa cidade me deixaram estarrecido e de ira cidadã mais aguçada ainda, apenas isso, pois o que aí está (prática política de nossos representantes) – não é nada novo. EU JÁ SABIA!
“Pedrinha Miudinha de Aruanda ê / Lajedo tão grande / Pedrinha de Aruanda ê” ( 1) (Maria Betânia).
A Política (2) de Aristóteles é um livro fundador da Ciência Política. O meu percurso intelectual e a minha formação como homem e cidadão nunca teriam sido os mesmos sem a leitura persistente da obra-prima de Aristóteles.
Não há bons governos sem bons legisladores. A estes deve exigir-se a posse da inteligência, coragem e prudência. Sem dirigentes virtuosos, não há governo justo, honesto e competente. A inteligência permite ao legislador fazer leis justas que melhor convêm aos cidadãos, em determinado contexto. A prudência permite que se façam as leis que as circunstâncias permitam, respeitando sempre o princípio da opção pelo bem maior ou pelo mal menor.
Não é possível discutir as melhores formas de governo sem antes responder à seguinte pergunta: a quem deve caber o exercício da soberania? À multidão, aos ricos, aos homens de bem, ou será preferível um monarca absoluto?
Em se falando em soberania: parabéns, servidores públicos de Lajedo, pela capacidade de indignar-se, pela ira santa! Parabéns, professores de Lajedo, pela lição de cidadania aos seus educandos! Varramos da Câmara Municipal, com o voto, esses déspotas “não esclarecidos”.
Brademos (3) como Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa): “Mandem tudo isso para casa, descascar batatas simbólicas / Fechem-me isso a chave e deitem a chave fora / (...) O que aí está a apodrecer a vida, quando muito, é estrume para o futuro.”
Por agora, a Elegia Desesperada (4), de Vinicius de Moraes: “ Tende piedade dos homens públicos e em particular dos políticos / Pela sua fala fácil, olhar brilhante e segurança dos gestos de mão / Mas tende piedade ainda dos seus criados, próximos e parentes / Fazei, Senhor, com que deles não saiam políticos também.”

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