Os políticos populistas costumam dizer: “A política é arte de servir ao povo”. O discurso populista comove as pessoas e procura conquistar a simpatia pessoal dos eleitores, transmitindo a eles uma imagem de candidato humilde e serviçal.
Os políticos de gabinete, que não gostam do cheiro de povo, afirmam que “a política é a arte do possível”.
Em ambos os casos, os argumentos utilizados provocam dúvidas que precisam ser enfrentadas por aqueles que pretendem orientar-se de maneira objetiva e mais precisa no terreno da política.
É através das dissidências e desapegos que a História acerta seus passos. Há um momento em que as possiblidades de uma proposta – política – parecem esgotar-se sob o peso dos anos, da rigidez de seus princípios, da prepotência de seus líderes. Como a fonte seca à beira da estrada, incapaz de saciar a sede dos peregrinos, a proposta vê-se rejeitada por seus discípulos dispostos a caminhar sem a tutela que lhes atrasa o passo.
As novas gerações veem na dissidência a conquista da liberdade. Daí a facilidade com que os mais jovens aderem às propostas do momento, que parecem brotar, como por encanto, da própria conjuntura que lhes é contemporânea.
Os jovens e os cidadãos conscientes de seu tempo percebem, de imediato, os direitos sociais que lhes são negados, principalmente saúde e educação e, de forma ordeira e igualmente consciente, derrubam do alto do culto da personalidade os falsos líderes como o vento desfaz, na praia, um boneco de arreia.









