Artigo do leitor: Absolutismo, democracia e apadrinhamento político

Postado por O Jornal
22 de Dezembro de 2011
Irei expor em um breve texto o quanto de joelhos estamos diante do sistema, seja ele político ou econômico.
O Estado Absolutista emergiu na Europa em meados do século XVI com a decadência do regime feudal. O Absolutismo monárquico era o regime político no qual o monarca centralizava o poder diante e em torno de si, controlando as forças políticas e econômicas. Servindo de ponte entre a antiga nobreza feudal e a burguesia emergente.
Desde sua origem na Grécia antiga a democracia era restrita a um seleto grupo na polis: os homens livres; estrangeiros, mulheres e escravos eram marginalizados. Na Grécia antiga a democracia era sob forma direta, na sociedade capitalista moderna tornou-se representativa. Ambas é uma mentira! Por excluir muitas forças que poderiam contribuir diretamente para o bem estar social. Sabiamente disse Platão ao descrever a democracia: é o governo das massas desesperadas.
À época do Absolutismo já existia a política do apadrinhamento. Na contemporaneidade não é necessário aqui em linhas externar. Em se tratando de Brasil o tal compadrinho nas caravelas chegara: Caminha ao escrever aquela que seria considerada a primeira literatura escrita em solo tupiniquim, pede no final da dita carta favor especial ao rei de Portugal em nome de seu genro.
Nesse contexto histórico situa-se Lajedo, a velha oligarquia apadrinhada. Com o líder absoluto e seus favorecidos: vereadores da base aliada, que votam de maneira irrestrita as leis encaminhadas pelo executivo e os funcionários contratados da prefeitura – incluindo os secretários. Para esta “corte” completar resta o bobo: o povo, a massa!
De onde vem essa aceitação passiva já que o povo constitui a maioria? O filósofo francês La Boétie, afirma que é pelo nosso desejo de poder. Aceitamos o governo de um só sobre os demais unicamente pelo desejo nosso de um dia tornarmo-nos governo também. O quão tornamos medíocres e desprezíveis! Diante disso desprezamos tudo o que é e significa liberdade. Tenho vergonha do homem contemporâneo a mim.

Emanoel Magno Atanásio de Oliveira

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