Na história da humanidade as fogueiras foram e ainda são utilizadas para diversas funções, tais como na preparação de alimentos, manter animais selvagens afastados, práticas de rituais religiosos, ritos pagãos e variados tipos de festas culturais. Também já foram utilizadas como método de aplicação de pena de morte na santa inquisição (na Idade Média as mulheres acusadas de bruxaria eram queimadas em uma enorme fogueira para libertá-las da maldição). No Brasil, e especialmente no nordeste, é muito comum o acendimento de fogueiras durante as comemorações da festas juninas.
Mas até quando a humanidade ainda queimará suas fogueiras sem se preocupar com a sua única morada (Planeta Terra)? Em pleno momento de aquecimento global, a cidade de Caruaru foi aplaudida por desmanchar a maior fogueira do mundo com seus quase 30 metros de altura, evitando o aumento do efeito estufa. Mas será mesmo que a maior fogueira do mundo realmente foi apagada? Acredito que simbolicamente sim, mas na verdade a maior fogueira do mundo ainda está sendo acesa todo mês de junho no nordeste, porém de forma fracionada, pois são acesas uma média de 5 milhões de fogueiras em todo Nordeste, tudo isso apenas numa noite de São João. E agora, concorda comigo? Se não deixe-me contar uma história em outra localidade do nosso único mundo.
Nas florestas temperadas do Alasca existe uma árvore chamada abeto-vermelho, a qual é muito rica em produção de resina. As árvores começaram a ser atacadas por um tipo de besouro inofensivo comum na região, que se alimentava da resina, pois nos meses mais frios do inverno eles morriam em razão da baixa temperatura. Quando o Alasca começou a esquentar um pouco mais, em menos de um grau, eles simplesmente deixaram de morrer e eliminaram as árvores de abeto. No verão seguinte ficou apenas um triste adeus, não só para a beleza delas, mas também a todo benefício que elas proporcionam à humanidade.
São coisas tão simples diante das temerosas catástrofes já anunciadas que passo a acreditar que fica mais fácil de entender porque é tão importante não deixar o planeta aquecer mais do que já está, pois somos responsáveis por tudo isso, mas nos escondemos pela medíocre desculpa que não estamos fazendo nada diante das grandes indústrias. Será mesmo?
De uma coisa eu estou convicto, as fogueiras juninas são a maior indústria de queima de madeira com programação anual de todo o mundo. Responsáveis diretas do aquecimento global. Mas o que fazer? Como acabar? Sei que podemos trabalhar na conscientização deste assassinato ao nosso planeta, visando a diminuição desta degradação ambiental, tendo como sugestão de proposta ativa em que o cidadão que queima madeira nas três noites, diminua para duas. Para quem queima madeira apenas no São João, peça bênçãos ao santo e divida uma fogueira com outro familiar. Quem sabe assim poderíamos diminuir o incêndio junino para 2 milhões e quinhentas mil fogueiras em um dia.
Com meu sincero respeito aos que defendem uma tese contrária, para o planeta a ‘’fogueira’’ é apenas o nome dado a um monte de lenha ao qual se ateia fogo, que causa sua enfermidade e de seus moradores.
Soltar balões é crime!
De acordo com a nova Lei de Crimes Ambientais, Lei Nº 9.065, de fevereiro de 1998, não somente soltar balões é “crime”, como também fabricar, vender ou transportar. A pena prevista é de detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.









