Polícia prende todos os acusados de envolvimento na morte do secretário de Lajedo

Postado por Jornal Tribuna do Agreste
05 de Junho de 2010

Numa operação conjunta feita pelas polícias civil e militar de Lajedo, comandada pelo delegado Gilberto Loyo e pelo Major Campos, o indivíduo responsável pela execução do Secretário da Prefeitura de Lajedo, acabou sendo o primeiro preso.
José Carlos de Oliveira Melo, de 29 anos, foi preso e confessou ter sido contratado para matar Hilamar Amaral. O secretário foi morto na manhã do dia 13 de maio (quinta-feira), quando saía de casa para trabalhar.
O suspeito de assassinar o secretário foi encontrado após uma ligação anônima feita para o Serviço de Inteligência da Polícia Militar de Belo Jardim. José Carlos estava em São Bento do Una trabalhando como mototaxista. Na casa da irmã dele foi apreendida uma moto, um revólver, cinco balas e uma cápsula, que será comparada por meio de perícia com o projétil do corpo da vítima.
Ainda de acordo com a polícia o suspeito tentou fugir, mas foi logo detido e, em seguida confessou o crime, inclusive assumindo ter participado da suposta tentativa de sequestro de Hilamar, no mês anterior ao assassinato. O autor do tiro que matou o secretário de Lajedo disse que foi contratado por R$ 3 mil por um comerciante da cidade, que queria se vingar da vítima, por motivos de ciúmes de uma funcionária da prefeitura.
O comerciante suspeito de ser o mandante do crime, Uzai da Costa Braga Júnior, 31 anos, se apresentou na delegacia do município acompanhado de seu advogado, e teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Cristiano Araújo. Na terça-feira (18) ele prestou depoimento, afirmando ser inocente, mas mesmo assim, foi levado para uma unidade prisional não informada. O sigilo foi feito para que a investigação corresse sem intervenções até a prisão dos outros suspeitos. Mas agora com a prisão dos outros dois suspeitos, Ronaldo Veríssimo de Moraes e Clóvis Ferreira Filho, todos serão ouvidos pela justiça. Ronaldo de Moraes foi detido em Pesqueira, na última sexta-feira (28), e Clóvis Filho foi encontrado no domingo (30), entre os municípios de Panelas e Jurema. Segundo a Polícia Civil, os dois teriam ajudado a planejar o crime.
Para a Polícia o caso está encerrado, mas Uzai continua afirmando ser inocente. “Ele acredita que está sendo uma espécie de laranja na história para encobrir os verdadeiros autores do crime. Ele diz que não iria se apresentar na polícia se tivesse culpa”. Comentou um dos familiares do acusado.

* Foto: Polícia Civil.

Compartilhe esta notícia