Preso por engano processa autoridades

Postado por Jornal Tribuna do Agreste
01 de Maio de 2010

Morador da zona rural de Lajedo, Ivanildo Silva, tem nome semelhante a de estuprador que já estava morto há seis anos.

Mostrando grande estado de Indignação, o motorista lajedense do Povoado de Imaculada (Salobro), Ivanildo Souza Silva (40 anos), conta que ao ter seu nome semelhante ao do estuprador, na primeira abordagem realizada pela Polícia Rodoviária Federal em Garanhuns, outras informações como idade e nomes do pai e mãe poderiam ter esclarecido os fatos e o livrado dos constrangimentos que passou.
Ele ressalta que no momento da abordagem estava levando sua esposa em estado pós-operatório. A qual ficou nas margens da BR-423 sem qualquer assistência.
Ele analisa que pela razão de seu nome e sobrenomes serem bem populares, o processo de averiguação de sua identidade deveria ocorrer com mais cautela por parte dos policiais civis, os quais o levaram algemado para a delegacia regional, em Garanhuns, e em seguida preso numa sala, onde ficou sem qualquer tipo de contato até a manhã do dia seguinte. Pois só neste momento, às 7:30hs da manhã, Ivanildo pôde ser ouvido, contando sua versão de inocência para imprensa local de rádios e jornais. Mesmo assim, logo em seguida, ainda sem o reconhecimento de sua verdadeira identidade por parte da polícia investigativa, o motorista foi levado para o hospital Dom Moura, onde realizou exames de lesão corporal. Terminado os exames, ainda algemado, ele foi levado de volta para delegacia regional, ocasião em que viu e falou com alguns familiares e assinou papéis que argumenta não saber do que se tratava.
Mas para Ivanildo, seus problemas ainda estavam apenas começando, pois sem esperar seu advogado, os policiais o levaram dessa vez para o presídio. Agora a condição dele era de acusado para detento. Conta ele, que neste momento, desesperado, começara a perder as esperanças.
Mas para sua surpresa os companheiros de cela ouviram sua história pelo rádio e acreditaram em sua versão, logo após, mesmo com a chegada de seu advogado ao presídio com o alvará de soltura, Ivanildo diz ainda ter sofrido com a falta de bom senso do sistema administrativo do presídio, onde não se dispuseram em assinar a sua liberação por está em horário fora de expediente. Mas por final, uma decisão judicial viabilizou a sua soltura.
Agora, Ivanildo junto ao seu advogado, Jorge Wellington, buscam na justiça as reparações morais dos responsáveis. Pois os indícios constatam o abuso de poder e negligência, pois após outra averiguação dos dados de Ivanildo, foram encontradas informações evidentes que não batiam com a identidade de Ivanildo, a exemplo da idade e constatação de que o verdadeiro agressor já havia morrido a aproximadamente seis anos.

* Foto: Alex Macena / JTA

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