De acordo com o diretor da penitenciária, Amadeu Félix, os custos foram mínimos. “Só tivemos que disponibilizar duas salas e instalar a infraestrutura para receber as aulas via satélite. Fizemos um acordo com a empresa e o serviço vai ser oferecido de forma gratuita”, relatou Félix. O preenchimento das vagas foi feito de acordo com a vontade dos apenados, que optaram entre vários especializações para as áreas de eletricista, encanador, marceneiro e pedreiro.
O ensino técnico profissionalizante tem duração de dois meses e após a conclusão dos estudos os alunos passam por um teste. Se aprovados, eles recebem um certificado. “Como (o Presídio de) Canhotinho é uma unidade de regime semiaberto, os internos podem encontrar mais facilidade para obter a autorização judicial para trabalhar durante o dia. E mesmo que eles não encontrem um emprego imediatamente, o curso vai dar mais oportunidades de emprego assim que deixarem a cadeia, evitando que reincidam na prática do crime”, acrescentou o diretor.
O diretor da Teleport, Gildo Neves Baptista Junior, afirmou que a parceria pode se estender a outras penitenciárias do Estado. De acordo com ele, apenas 9% dos detentos brasileiros participam de atividades educativas e a maioria deles apenas cursa os ensinos Médio e Fundamental.
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