Luiz volta à Lajedo para reconstituição do crime
Postado por Jornal Tribuna do Agreste09 de Novembro de 2011
A remontagem da chacina foi pedida pelo delegado titular de Lajedo, Altemar Mamede, para solucionar algumas lacunas no depoimento do mecânico. “Ele foi muito contraditório em alguns pontos, principalmente quanto a motivação”, comentou. Uma das grandes questões da investigação era à sequência das quatro mortes. Luizinho afirmou em depoimento, na última semana, que foi atacado pela ex-mulher, Rosilene Lopes, com uma faca. Em seguida entrou em luta corporal com ela e acabou matando-a a golpes de marreta. Logo depois, estuprou e matou asfixiada a filha, Fernanda, de 8 anos, e, por fim afogou os enteados Nayane, 3, e João Victor, de 1 ano e meio.
A mesma narrativa foi repetida, no momento da reconstituição do crime pelo mecânico, que em alguns momentos parecia desorientado. Durante a reprodução simulada ele reafirmou a história, que foi rebatida pelo perito do Departamento de Homicídios e de Proteção a Pessoa (DHPP), Gilmário Lima. “A perícia é um encontro da ciência, lógica e a lei. Verificou-se que a versão apresentada por ele é impossível. Já descartamos a hipótese de legítima defesa”.
Para o perito, a sequência dos fatos foi outra. Gilmário destacou que alguns indícios revelam isso. “Se ele tivesse primeiro matado a mulher haveria sangue na segunda vítima (Fernanda), o que não tinha. Ele, primeiro estuprou a filha e a matou, quando foi surpreendido de alguma forma pela ex-esposa. Matou Rosilene e, em seguida, as crianças menores, que foram assassinadas porque estavam chorando ou por vingança, já que não eram filhos legítimos dele”, analisou o perito.
O mecânico detalhou friamente que aumentou o volume da TV para que os vizinhos não ouvissem a gritaria dentro de casa. Sobre o fato de ter amarrado a ex-mulher e a filha de 8 anos, o assassino confesso explicou que fez isso porque acreditava que elas ainda estavam vivas e poderiam reagir. Outro fato que chamou a atenção dos policiais é que não há indícios de crime premeditado. Repetidas vezes, o suspeito afirmou que as cordas usadas para amarrar as vítimas estavam na casa e a marreta usada também, mas até agora a arma não foi encontrada. O perito Gilmário Lima afirmou que até sexta-feira o laudo do procedimento deve ser concluído e anexado ao inquérito.
*Imagens: Vídeo e Jefferson Mélo / JTA.









