Educadores realizam manifesto em passeata

Postado por Jornal Tribuna
01 de Dezembro de 2010
No dia 25 de novembro, profissionais de educação do ensino público de Lajedo, se reuniram pela manhã em Assembléia Pública. A concentração aconteceu na frente da Secretaria de Educação do Município, local em que foi lido o cronograma de atividades dos dispostos educadores na presença da secretária de educação de Lajedo, Maria Emília Camurça, a qual no momento se pronunciou negando qualquer tipo de perseguição aos ausentes, frisando que os mesmos não fizeram parte do manifesto público “porque não quiseram”. Se dizendo surpresos com as afirmações, os participantes do movimento, ainda receberam a informação diretamente da secretária de educação, de que o prefeito, Antonio João Dourado, estava ausente, mas que iria se esforçar para marcar uma reunião, entre os interessados do poder executivo e uma comissão de profissionais da educação.
Após a conclusão da primeira parte do cronograma de atividades reservada para o dia, todos seguiram até a sede do Governo Municipal da cidade, trajeto em que distribuíram vários panfletos que ilustravam números de repasses financeiros para o sistema de educação do município, no qual se baseavam para seus protestos.
Mesmo com a confirmação da ausência do prefeito na ocasião, a parada na prefeitura serviu para que os mobilizadores da assembléia pública cantassem o hino nacional. Em seguida, caminharam até a Casa do Poder Legislativo lajedense. Nesta etapa, se juntaram ao movimento os vereadores, Rossine Blesmani e Lêda Machado.
No entanto, por se tratar também de um educador, a ausência do vereador Potó, presidente da câmara, foi alvo de críticas por parte dos manifestantes. Inclusive, informações de que ele estaria disperso a poucos metros do manifesto, motivou ainda mais o sentimento de decepção entre os educadores do ato público.
Ao final da Assembléia, foi lida a pauta de reivindicações, destacando que entre os pontos fundamentais está a busca pela educação de qualidade e valorização profissional.
“Tendo cumprido o papel de informar a população de que a educação precisa melhorar e que os filhos de Lajedo precisam de algo melhor, foi decidido em votação entre eles”. Comentou a presidente do SISPUL, Monica Simões, que ainda aguarda resposta do poder executivo.
Quanto ao vereador Potó, ele se defendeu afirmando que o movimento teve cunho político. “Não estar presente no ato do SISPUL resume-se simplesmente por que teve explicitamente cunho político e não reivindicatório como deveria ser. Portanto, se o sindicato tivesse agido como na audiência pública realizada na Câmara de Vereadores, estaria presente sim e defendendo os interesses da classe da qual faço parte”.

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