Antes de se aposentar em 1999, Marilí marcou história na rede de ensino público do município, chegando a ser vice-diretora da Escola Jornalista Manuel Amaral junto a Dalva do Conselho, em um dos momentos mais desafiadores que a escola passou. “Foi uma educadora que, deu uma grande contribuição para o reerguimento da escola Industrial no momento em que a escola passou por grandes dificuldades”, disse o atual diretor do Industrial e amigo de Marilí, Décio Amaral.
Segundo o relato de pessoas que conviviam com a ex-professora, contam que ela vivia um momento de profunda depressão em sua vida, se isolando das pessoas e que não tomava os medicamentos receitados pelo médico, mas nunca imaginavam que ela seria capaz de tirar a própria vida. “Ela me deixou um recado para abrir sua porta”, lembrou sua amiga popularmente conhecida por “Neguinha”.
Por volta das 11:30h da manhã da quinta (24), a Sra. Fátima Vilaça, antiga amiga de Marilí, que sempre teve as chaves reserva da residência da ex-professora, foi procurá-la quando “Neguinha” lhe falou sobre o bilhete, detalhando que continha uma caligrafia muito ruim como de mão trêmula. Em seguida, ao entrarem na casa, encontraram Marilí enforcada.
“Ela deixou a roupa que queria estar usando no seu enterro sobre sua cama”, o que evidenciou ainda mais o ocorrido. Diante da dificuldade de comunicação com a família de Marilí Indalina, residentes em outro estado, o sepultamento acabou sendo providenciado pelos amigos mais próximos da ex-lecionadora. “Ela era uma pessoa muito amada, mesmo com a distância da família, sempre teve muitos amigos”. Enfatizou emocionada, Fátima Vilaça.
*Imagem: Pessoal.









