Depressão profunda leva mulher ao suicídio

Postado por Jornal Tribuna
02 de Abril de 2011
No dia 24 de março, o suicídio da ex-professora e ex-diretora da escola do Quatís, Marilí Indalina da Silva de 67 anos deixou os moradores da cidade de Lajedo chocados.
Antes de se aposentar em 1999, Marilí marcou história na rede de ensino público do município, chegando a ser vice-diretora da Escola Jornalista Manuel Amaral junto a Dalva do Conselho, em um dos momentos mais desafiadores que a escola passou. “Foi uma educadora que, deu uma grande contribuição para o reerguimento da escola Industrial no momento em que a escola passou por grandes dificuldades”, disse o atual diretor do Industrial e amigo de Marilí, Décio Amaral.
Segundo o relato de pessoas que conviviam com a ex-professora, contam que ela vivia um momento de profunda depressão em sua vida, se isolando das pessoas e que não tomava os medicamentos receitados pelo médico, mas nunca imaginavam que ela seria capaz de tirar a própria vida. “Ela me deixou um recado para abrir sua porta”, lembrou sua amiga popularmente conhecida por “Neguinha”.
Por volta das 11:30h da manhã da quinta (24), a Sra. Fátima Vilaça, antiga amiga de Marilí, que sempre teve as chaves reserva da residência da ex-professora, foi procurá-la quando “Neguinha” lhe falou sobre o bilhete, detalhando que continha uma caligrafia muito ruim como de mão trêmula. Em seguida, ao entrarem na casa, encontraram Marilí enforcada.
“Ela deixou a roupa que queria estar usando no seu enterro sobre sua cama”, o que evidenciou ainda mais o ocorrido. Diante da dificuldade de comunicação com a família de Marilí Indalina, residentes em outro estado, o sepultamento acabou sendo providenciado pelos amigos mais próximos da ex-lecionadora. “Ela era uma pessoa muito amada, mesmo com a distância da família, sempre teve muitos amigos”. Enfatizou emocionada, Fátima Vilaça.

*Imagem: Pessoal.

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