Comércio sãobentense discute feira livre

Postado por Jornal Tribuna do Agreste
09 de Novembro de 2011
No mês de outubro, um grupo de comerciários se reuniu para discutir questões sobre a tradicional feira livre realizada aos sábados no centro da cidade de São Bento do Una. O assunto vem ganhando força e espaço em diversos campos da sociedade sãobentense, pois envolve a idéia da mudança do dia de realização da respectiva feira. Uma forte argumentação por parte dos comerciários é que aos sábados a classe de funcionários excede as 44 horas de serviço sem o recebimento de horas-extras, ficando apenas o domingo como intervalo semanal da carga horária do emprego. Mas para os comerciários a questão principal seria uma solução que harmonize comerciários e comerciantes. Para isso, surgiram algumas propostas como o fechamento dos estabelecimentos comerciais no período da tarde, mas esta decisão prejudicaria os comerciantes.
Entretanto, a
idéia da mudança do dia da feira aparece como alternativa única em comum para ambos os lados, inclusive somando-se a sugestão da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) do município, a qual também está em mobilização sobre a questão.
Compartilhando da mesma intencionalidade, o bloco comercial do município também aponta fatores negativos em relação ao dia da feira, Segundo eles, por se tratar de um dia em que parte dele é atribuído como feriado, afirmam que o número de bancos da feira vem diminuindo gradativamente nos últimos anos, tendo sua movimentação de consumidores também comprometida em diminuição de fluxo, principalmente por parte de pessoas da zona rural, pois aos sábados os órgãos encontram-se fechados como Correios, prefeitura, secretarias, agências bancárias, escolas, etç.. Inclusive o fechamento dos bancos é apontado como fator primordial, já que se trata de um dia de maior movimentação financeira, o que resvala para a questão da segurança pública.
De acordo com os argumentos dos comerciantes e comerciários esses fatores têm levado os próprios consumidores da cidade a migrar para outras feiras de cidades vizinhas.
Com o problema estalado e cada vez mais ganhando o interesse da opinião popular, os comerciários têm como pretensão a criação de um sindicato dos comerciários para avigorar ainda mais a definição sobre a questão e os direitos dos mesmos.
Na reunião os interessados ainda não haviam tomado conhecimento de algum posicionamento oficial da prefeitura sobre a questão. A classe afirma que o único entrave de modificação do dia da feira está relacionado a uma defesa tradicionalista de outros cidadãos, e para isso existe a necessidade de um trabalho de conscientização junto à população
Por fim, em meio as discussões, alguns comerciários informaram que pretendem se reunir com os pretensos sucessos do poder executivo da cidade para apresentarem seus pontos de vista em relação ao assunto.

*Imagem e informações: www.hojes.com.br

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