Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite de exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
Carlos Drummond de Andrade.
Ainda transtornados com a verdadeira traição de que foram vítimas do auto- denominado “amigo de fé irmão camarada”, os órfãos do poder começam a ensaiar um discurso que fere de morte a razão e subestima a inteligência de todos nós pobres mortais que não tivemos a felicidade de nascer com o “sangue azul” ou “dourado”. Ouvindo determinados desprovidos de massa encefálica é capaz de pensarmos que Lajedo foi fundada em 1997 e que tudo que nela existe foi construída e conquistada nos últimos 15 anos, o que, convenhamos, é uma grande mentira
Ao longo da história sempre houve por parte dos vencedores, os donos do poder, a tentativa de contar ao seu modo os fatos pretéritos e, quase sempre, de forma deturpada, sem reconhecer aquilo que fora feito antes pelos que os antecederam. No próximo ano estaremos mais uma vez decidindo através do voto quem será o condutor dos nossos destinos e para isso se faz necessário que se rememore a história para que não sejamos confundidos com àquela que nos querem fazer crer que seja a verdadeira.
Para que possamos tomar uma posição é necessário o conhecimento dos fatos passados, do que acontece no presente, para decidirmos aquilo que queremos para o nosso futuro, daí entendermos a necessidade de contar a história como a história foi.
O PASSADO (1949-1996)
Após a sua emancipação Lajedo foi governada sistematicamente por um governante que era escolhido por àquele a quem se denominava “chefe político”, pai do atual prefeito, médico que aqui aportou e que foi decisivo para a independência política da nossa Lajedo. Nesse período teve início a fase de desenvolvimento da então vila para a categoria de cidade de fato e de direito. É desta fase o surgimento da estrutura administrativa da cidade, prefeitura, açougue, coletoria, escolas, a vila da cohab e a maternidade. Nesta época as demandas da população eram de baixa complexidade e as administrações eram conduzidas de forma rudimentar porque não havia naquela época um controle maior dos órgãos fiscalizadores e as pessoas acreditavam ser desígnio de Deus ser governadas por “líderes” tão generosos. Cansados de não serem ouvidos e acreditando que não havia uma deliberação divina para que apenas um homem decidisse por todos, um grupo de comerciantes uniu-se e, desafiando o poder do velho cacique impos uma grande derrota política quando na eleição para prefeito, por pouco o voto em branco não desbancou o candidato da situação. Surgia assim o grupo denominado “Boca Preta”.
Durante cerca de 20 anos houve um domínio absoluto por este grupo surgido da vontade do povo de libertar-se do jugo daquele que no passado fora tão importante para Lajedo. Isto é a história. Houve, e isto é inegável, um crescimento e desenvolvimento da cidade que naquela época encontrava-se estagnada. As escolas foram ampliadas, o número de alunos cresceu exponencialmente, construiu-se novas escolas, o Colégio Normal foi construído nessa época, o abastecimento d’água do Biturí, o telefone foi ampliado e instalado um posto público para ligações interurbanas, foi construído o novo matadouro, surgiram os grandes loteamentos e respirava-se os ares da liberdade recentemente conquistadas.
O PRESENTE (1997-2011)
Passados duas décadas houve uma natural fadiga de material e mais uma vez o povo soberanamente decidiu trocar de mãos a chave do destino da nossa terra e, quis o destino que o escolhido viesse a ser o filho daquele que tinha sido apeado do poder há vinte anos atrás. Naturamente houve uma evolução da situação que se encontrava a nossa cidade e durante um certo período parecia que o futuro tinha chegado. Ledo engano, passada a euforia do primeiro mandato eis que as práticas condenadas no passado voltavam a enfeiar a nossa história e aquilo que pensávamos abolido volta com toda força fazendo com que as lembranças daquele tempo aflorassem com mais vigor a cada dia.
Méritos existem e são inegáveis mas há de se ter um grande cuidado quando submetidos a comparações. Não se pode comparar os avanços ocorridos, por exemplo, na educação e na saúde, sem que se faça uma referência aos recursos disponibilizados atualmente: FUNDEB, FUNDEF, ACS, PSF e tantas outras siglas que foram implantadas a partir de meados de 1997/98 em diante; portanto, que não se compare o que foi realizado por governantes sem estes recursos com àqueles que dispuseram deste financiamento para por em prática seus projetos de governo. No entanto, se comparação houver que se compare entre cidades do mesmo porte na mesma época e com os mesmos recursos.
O FUTURO (2012 - ... )
Avizinha-se o período onde seremos mais uma vez chamados às urnas para através do voto escolhermos os nosso governantes e, ao que parece, mais uma vez a população decidirá pela troca de mãos do poder, haja vista que àqueles a quem confiaram esta missão já não são mais dignos desta confiança e, posto que não mais vivemos em um regime de Capitanias Hereditárias, um novo governante será escolhido.
A oposição tem se conduzido com bastante maturidade neste período pré eleitoral e a nossa esperança é de que as vaidades pessoais não interfiram negativamente, influenciando na escolha daquele que conduzirá o processo com o apoio dos demais. UNIÃO – esta é a palavra chave para que possamos trilhar o caminho da vitória soberanamente escolhido pelo povo.
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite de exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
Carlos Drummond de Andrade.
Ainda transtornados com a verdadeira traição de que foram vítimas do auto- denominado “amigo de fé irmão camarada”, os órfãos do poder começam a ensaiar um discurso que fere de morte a razão e subestima a inteligência de todos nós pobres mortais que não tivemos a felicidade de nascer com o “sangue azul” ou “dourado”. Ouvindo determinados desprovidos de massa encefálica é capaz de pensarmos que Lajedo foi fundada em 1997 e que tudo que nela existe foi construída e conquistada nos últimos 15 anos, o que, convenhamos, é uma grande mentira
Ao longo da história sempre houve por parte dos vencedores, os donos do poder, a tentativa de contar ao seu modo os fatos pretéritos e, quase sempre, de forma deturpada, sem reconhecer aquilo que fora feito antes pelos que os antecederam. No próximo ano estaremos mais uma vez decidindo através do voto quem será o condutor dos nossos destinos e para isso se faz necessário que se rememore a história para que não sejamos confundidos com àquela que nos querem fazer crer que seja a verdadeira.
Para que possamos tomar uma posição é necessário o conhecimento dos fatos passados, do que acontece no presente, para decidirmos aquilo que queremos para o nosso futuro, daí entendermos a necessidade de contar a história como a história foi.
O PASSADO (1949-1996)
Após a sua emancipação Lajedo foi governada sistematicamente por um governante que era escolhido por àquele a quem se denominava “chefe político”, pai do atual prefeito, médico que aqui aportou e que foi decisivo para a independência política da nossa Lajedo. Nesse período teve início a fase de desenvolvimento da então vila para a categoria de cidade de fato e de direito. É desta fase o surgimento da estrutura administrativa da cidade, prefeitura, açougue, coletoria, escolas, a vila da cohab e a maternidade. Nesta época as demandas da população eram de baixa complexidade e as administrações eram conduzidas de forma rudimentar porque não havia naquela época um controle maior dos órgãos fiscalizadores e as pessoas acreditavam ser desígnio de Deus ser governadas por “líderes” tão generosos. Cansados de não serem ouvidos e acreditando que não havia uma deliberação divina para que apenas um homem decidisse por todos, um grupo de comerciantes uniu-se e, desafiando o poder do velho cacique impos uma grande derrota política quando na eleição para prefeito, por pouco o voto em branco não desbancou o candidato da situação. Surgia assim o grupo denominado “Boca Preta”.
Durante cerca de 20 anos houve um domínio absoluto por este grupo surgido da vontade do povo de libertar-se do jugo daquele que no passado fora tão importante para Lajedo. Isto é a história. Houve, e isto é inegável, um crescimento e desenvolvimento da cidade que naquela época encontrava-se estagnada. As escolas foram ampliadas, o número de alunos cresceu exponencialmente, construiu-se novas escolas, o Colégio Normal foi construído nessa época, o abastecimento d’água do Biturí, o telefone foi ampliado e instalado um posto público para ligações interurbanas, foi construído o novo matadouro, surgiram os grandes loteamentos e respirava-se os ares da liberdade recentemente conquistadas.
O PRESENTE (1997-2011)
Passados duas décadas houve uma natural fadiga de material e mais uma vez o povo soberanamente decidiu trocar de mãos a chave do destino da nossa terra e, quis o destino que o escolhido viesse a ser o filho daquele que tinha sido apeado do poder há vinte anos atrás. Naturamente houve uma evolução da situação que se encontrava a nossa cidade e durante um certo período parecia que o futuro tinha chegado. Ledo engano, passada a euforia do primeiro mandato eis que as práticas condenadas no passado voltavam a enfeiar a nossa história e aquilo que pensávamos abolido volta com toda força fazendo com que as lembranças daquele tempo aflorassem com mais vigor a cada dia.
Méritos existem e são inegáveis mas há de se ter um grande cuidado quando submetidos a comparações. Não se pode comparar os avanços ocorridos, por exemplo, na educação e na saúde, sem que se faça uma referência aos recursos disponibilizados atualmente: FUNDEB, FUNDEF, ACS, PSF e tantas outras siglas que foram implantadas a partir de meados de 1997/98 em diante; portanto, que não se compare o que foi realizado por governantes sem estes recursos com àqueles que dispuseram deste financiamento para por em prática seus projetos de governo. No entanto, se comparação houver que se compare entre cidades do mesmo porte na mesma época e com os mesmos recursos.
O FUTURO (2012 - ... )
Avizinha-se o período onde seremos mais uma vez chamados às urnas para através do voto escolhermos os nosso governantes e, ao que parece, mais uma vez a população decidirá pela troca de mãos do poder, haja vista que àqueles a quem confiaram esta missão já não são mais dignos desta confiança e, posto que não mais vivemos em um regime de Capitanias Hereditárias, um novo governante será escolhido.
A oposição tem se conduzido com bastante maturidade neste período pré eleitoral e a nossa esperança é de que as vaidades pessoais não interfiram negativamente, influenciando na escolha daquele que conduzirá o processo com o apoio dos demais. UNIÃO – esta é a palavra chave para que possamos trilhar o caminho da vitória soberanamente escolhido pelo povo.









