Um pouco de Pernambuco

Postado por Jornal O Estudante
15 de Março de 2010
Desejando acelerar o ritmo da colonização das terras brasileiras, D. João III resolve introduzir um novo sistema político-administrativo, que recebeu o nome de Capitanias Hereditárias. Através deste sistema, pretendia o rei de Portugal executar um rápido desenvolvimento da colônia com um mínimo de desgaste dos cofres reais, pois caberia a cada Donatário (nobre português que recebia a doação de um lote de terra ou Capitania) arcar com todas as despesas para explorar e colonizar a capitania mediante a concessão de alguns direitos aos Donatários tais como o de ministrar justiça, distribuir terras aos colonos, arrecadar os impostos e fundar povoações e vilas, esperava o rei que eles contribuíssem para o rápido povoamento do litoral brasileiro, a fim de impedir a invasão por piratas e corsários nos seus portos ou praias. Dando continuidade ao seu plano, D. João III inicia a primeira fase das doações, que vai de 1534 a 1536, compreendendo as primeiras quatorze Capitanias Hereditárias no Brasil. A Capitania de Pernambuco ou Nova Lusitânia, com 60 léguas, localizava-se compreendida entre os rios Igaraçu e o São Francisco. E foi concedida a Duarte Coelho, navegador e soldado da Ásia. Pernambuco foi uma das duas Capitanias que obtiveram um relativo êxito. Com o êxito de duas capitanias, o Rei de Portugal continuou com o sistema e criou o Governo Geral. Em Pernambuco, se estabeleceram vários engenhos, onde a cana de açúcar era o principal produto na lavoura e a mão de obra era escrava. Criou-se a sociedade açúcareira dos grandes latifundiários da cana de açúcar.

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