Mesmo não existindo um estudo científico que comprove, há uma percepção disseminada sobre a geração atual: ela não gosta de ler. A constatação parte dos educadores. Eles se queixam de que só com muito esforço, conseguem levar seus alunos a ler os clássicos da literatura. Alguns dizem que fazem pressão através da famosa frase “olha o vestibular”. Pais reclamam sempre que os filhos estão cada vez mais desatentos, por isso não têm paciência de ler um livro. Entre tantas explicações, todas acabam num mesmo ponto. Quando recebemos as informações já mastigadas – na televisão, gibis, na internet -, acabamos tendo preguiça de ler, um ato que exige esforço e reflexão.
Os professores sempre ficam desconfiados com atividades encaminhadas para casa, pois, cada vez mais pessoas têm acesso à internet, consequentemente, as chances de um aluno chegar apenas com uma cópia dos conteúdos digitais, são maiores. Desconfiança não pelo fato de muitas vezes o conteúdo apresentado não ter nenhum embasamento ou referência de confiança, mas sim, por conta da facilidade para obtê-lo. Muitos estudantes fazem o famoso Ctrl+C / Ctrl+V (copiar/colar no mundo virtual) e pronto, um trabalho “digno” de nota 10. Professores concordam que, o incentivo à leitura deve promover novas ferramentas para realmente funcionar, alguns usam o teatro unido à literatura.
A barreira, às vezes é fechada mais ainda por conta dos mais velhos que criticam o jeito dos jovens. Vendo-se reprimidos, as chances deles reprimirem os hábitos dos mais velhos são maiores. Ou seja, as estratégias de sedução à leitura não funcionam se não levarem em consideração o universo jovem. A lição que fica é a seguinte: para ensinar alguma coisa a alguém é preciso antes aprender mais sobre ela.









