Para o Brasil os números não são muito favoráveis, o país que já é o maior consumidor de cocaína da América do Sul com 900 mil usuários e com quase metade dos seus estudantes universitários tendo usado mais de uma substância ilícita. O Brasil ainda respondeu por 3% das apreensões da maconha no mundo, e o ecstasy apreendido chegou a 13 toneladas. O consumo de opiáceos, heroína e medicamentos à base de morfina, também é alto (640 mil pessoas ou 0,5% usam ao menos uma vez ao ano), com a maior taxa da América do Sul. Esses são dados baseados no ano de 2008 e no 1º Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, que entrevistou 18 mil alunos, em 27 capitais. Muitos dos jovens que já usaram drogas responderam que o motivo foi “simplesmente gostar”, outro motivo apontado é o alto estresse além da influência dos colegas. Os números são mais assustadores quando o assunto é álcool, cerca de 86% já beberam alguma vez. Todos esses números têm assombrado especialistas no tratamento de dependentes químicos. Além disso, de acordo com o levantamento, um em cada cinco estudantes está sob risco de desenvolver dependência alcoólica.
Algumas pessoas afirmam que esse descontrole sobre a juventude brasileira se deve a alta influência e pregação, não da liberdade, mas sim da libertinagem oferecida pela mídia nacional. A fórmula para a cura da dependência já havia sido declarada pelo Papa Bento. “Mediante uma terapia, que inclui a assistência médica, psicológica e pedagógica, mas também muita oração, trabalho manual e disciplina, já são numerosas as pessoas, sobretudo jovens, que conseguiram livrar-se da dependência química e do álcool”, afirmou. Bento XVI concluiu que “não basta curar o corpo, é preciso adornar a alma”.
A combinação de bebidas alcoólicas e direção também foi analisada. Segundo a pesquisa, 18% dirigiram sob efeito de álcool, enquanto 27% pegaram carona com motorista embriagado. No Sudeste, esses percentuais atingiram respectivamente 17% e 25%. Carlos Alberto Lopes, porta-voz da ‘Operação Lei Seca’, que desde março de 2009 reprime o uso de álcool por condutores, acredita que no estado do Rio já ocorre uma mudança no comportamento dos jovens. “Dentre 220 mil motoristas abordados, inclusive jovens, mais de 98% não apresentaram consumo de álcool”.
Um agente que participa das blitzes confirma que mais de 50% dos condutores pegos no bafômetro são jovens. “A maioria dos motoristas flagrados nas operações em que eu estive presente estavam na faixa entre 20 e 30 anos”, afirma o funcionário.









