Pelos cálculos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 29 milhões de pessoas perderam seus empregos em todo o planeta entre 2007 e 2009, período em que a crise econômica assombrou o mundo capitalista desordenado. Destes um em cada quatro desempregados é jovem.
A crise econômica mundial cobrou muito mais caro para a juventude. O desemprego entre pessoas de 15 a 24 anos atingiu sua marca recorde. Segundo a OIT nesse mesmo período, 7,8 milhões de jovens foram demitidos.
Grande parte dos jovens desempregados é dos conhecidos países de primeiro mundo. Mas, um milhão de jovens na América Latina também perderam seus empregos, o que faz dessa área a pior entre todas as economias em desenvolvimento. No entanto, o Brasil seguiu uma tendência contrária. O país ainda tem uma das maiores taxas de desemprego entre a juventude, porém, reduziu em 5% a quantidade de jovens desempregados entre 2007 e 2010. Em 2007, 22% dos jovens estavam desempregados. Em 2010, essa taxa é de 17%. Mas o número ainda é bem superior à média mundial e chega a ser mais elevada que a média de jovens desempregados na América Latina.
No início de 2010, 80,7 milhões de jovens estavam sem trabalho, o maior número já registrado pela OIT. A taxa de desemprego nesse segmento passou de 11,9% para 13,2% em apenas dois anos e a tendência é de que continue a crescer em 2010. A OIT ainda concluiu que, mesmo entre os jovens que trabalham, muitos não conseguem ter uma renda suficiente para sair da pobreza. 28% dos jovens trabalhadores estariam nessa situação no mundo.
O certo é que o jovens poderão tornar-se uma “geração perdida” caso investimentos não sejam feitos para gerar mais empregos a eles. Isso é o que teme a OIT. Para se ter idéia, em apenas um ano, quase 3 milhões de jovens europeus, americanos e japoneses perderam seus trabalhos. O Brasil possui vários programas sociais, continuar com eles é uma forma de reduzir esses impactos.









