Mais uma doença que vem atingindo a juventude mundial, principalmente os homens, chama-se Vigorexia (Síndrome de Adônis), transtorno emocional que torna alguém viciado em exercícios físicos de forma exagerada, na busca da forma ideal. O vigoréxico não respeita o direcionamento do professor de sua academia, sempre em busca de resultados mais rápidos. È bom deixar claro que quem freqüenta academias, pratica esportes, e por conseqüência de seu esforço adquire massa muscular maior do que outros que são sedentários, não são vigoréxicos, ao contrario, é bom que cada vez mais, nós procuremos profissionais que nos ajudem a melhorar nossa forma física, pois assim chegaremos a 3º idade mais saudáveis e resistentes. Já o vigoréxico, deixa até a família para freqüentar academias de ginástica exageradamente, e isso certamente vai causar danos à sua saúde. “O exercício físico passa a comandar a vida dessa pessoa e o espelho vai ser sempre um mentiroso para ela”, afirma Aurélio Luiz de Oliveira, professor de educação física universitário. “A atividade física é importante em todos os gêneros e para todos os tipos de pessoas, considerando-se em primeiro lugar a saúde física/mental e o bem estar natural do ser humano que todos os dias vai buscar o melhor para sua saúde além de uma estética pessoal, completa Elton Figueredo, instrutor de musculação e ginástica, da Academia Corpo e Mente.
A Vigorexia atinge na maioria os jovens entre 16 e 21 anos. Geralmente, são pessoas tímidas e com baixa auto-estima que, por não se sentirem dentro dos padrões estéticos considerados perfeitos, fazem o que for necessário para alcançá-los. “Se o objetivo almejado por esse indivíduo não é obtido num determinado espaço de tempo, ele passa a desobedecer às regras propostas pelo professor de ed. física”, garante o professor. O uso indevido de suplementos vitamínicos e de anabolizantes é uma das alternativas que os vigoréxicos vêem de acelerar o processo de fortalecimento. “Eles também seguem uma dieta desregrada, consomem muitas proteínas e carboidratos”.
O psicólogo Jamil Zugueib Neto explica que a obsessão por uma imagem bela e valorizada representa a procura por corrigir imperfeições nem sempre existentes. “Esta imagem pode representar o ideal de perfeição perseguido pelo sujeito e assim corrigir imperfeições ou defeitos (reais e imaginados) para chegar a um lugar de satisfação consigo mesmo”.
Consequencias para a saúde
As academias são procuradas pelos vigoréxicos não com o intuito de melhorar a saúde e qualidade de vida. O objetivo é aparência física e estética. Devido a esse transtorno, as pessoas ultrapassam seus limites corpóreos, abusam da maneira e do tempo de se exercitar e não dão o descanso necessário para o corpo. “Quando elas interrompem essa rotina, por motivo de lesões ou de doença, percebe-se uma degeneração gradativa num prazo bem curto de tempo, como a flacidez”, explica Aurélio. “Depois, quando voltam a praticar, querem recuperar rapidamente o que perderam, aumentam a carga de exercícios e a quantidade de anabolizantes” completa.
O profissional de educação física deve ter o conhecimento necessário dessa patologia para que possa reconhecer seus sinais e sensibilizar seus alunos, segundo o professor. No caso de Vigorexia, deve ser feito um destreinamento, ou seja, um treinamento inverso daquele que havia sido prescrito. “Mas o vigoréxico também tem que reconhecer o seu problema e procurar a ajuda psicológica”, finaliza Aurélio.









