Editorial: Hoje pavão. Amanhã espanador

Postado por O Jornal
02 de Agosto de 2010

Dito popular, conselho bastante difundido, porém pouco praticado, mas que leva consigo uma constatação: quem hoje manda, amanhã poderá ser mandado. Quem hoje exclui, amanhã poderá ser excluído. Quem ta por cima, amanhã poderá estar por baixo. Pois, bem. Poderíamos enumerar diversos jargões para explicar o título deste editorial (Hoje pavão. Amanhã espanador), todavia exemplos práticos que mostrarei a seguir, melhor traduziram o sentido desta frase. Pode parecer viagem até o momento, mas siga a leitura...
É passado, mas ainda está rendendo. A audiência pública realizada para discutir a situação da educação na cidade ainda está dando o que falar. Não bastassem as ausências dos representantes da Secretaria de Educação, do Ministério Público e da Prefeitura, o dia de trabalho dos professores do Colégio Normal ainda foi cortado. Ora, eles não estavam discutindo melhorias para a educação do município? Contudo, de maneira muito infeliz, o diretor da referida escola fez cortes no salário dos professores, mostrando mais uma vez a política do coronelismo sendo implantada em Lajedo. Abre o olho diretor, você que hoje comanda uma escola já esteve na sala de aula e amanhã ou depois pode voltar para ela...
Curioso também é que após a manifestação do sindicato da classe, os outros diretores também foram direcionados a seguirem esse mau exemplo, através de uma circular que enfeitou os quadros de aviso das escolas. Dizia a circular que todos os diretores deveriam comunicar com urgência ao Departamento de RH o nome dos funcionários que faltaram na data da audiência pública. Estariam arquitetando um corte retroativo no salário dos mesmos?
Agora o que me levou a escrever esse editorial e com esse título é o período eleitoral que se aproxima. Estaremos atentos a todos os passos, tanto de oposição quanto de situação. Não quero acreditar ser mais possível ver funcionários públicos tendo que se submeter a pedir votos (obrigatoriamente) para candidatos. Quero crer que os e-mails que tenho recebido no jornal sejam apenas especulativos, pois essa prática já está mais que ultrapassada. Se quer utilizar dos funcionários para realizar campanha que paguem por isso! Funcionário contratado recebe para prestar serviço, não para andar pedindo voto! Será que o salário desses funcionários que terão que se ausentar para pedir votos, também, serão afetados? Ou será que receberam adicionais? Acho meio difícil, mas não estou aqui numa de inquisitor, pois como se diz: Hoje pavão. Amanhã espanador!

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