O JORNAL– Você confirma ser pré-candidato a prefeito de Lajedo?
DIOGO QUINTINO – Sim. Não só meu nome, mas também existem outros nomes que podem ser e que têm capacidade de ser.
PEDRO MELO - Sim. Colocamos o nosso nome a disposição do partido por entender que reunimos as condições necessárias para enfrentar o grande desafio de governar a nossa cidade. A experiência adquirida na participação nos diversos tipos e níveis de gestão (secretário de saúde, vice-prefeito, presidente da Unimed, etc.) e, o conhecimento acumulado sobre a nossa cidade nos garantem a possibilidade de êxito em tal empreitada.
O JORNAL– Você se compromete a, se realmente se candidatar a prefeito, participar de debate público com outros candidatos?
DIOGO QUINTINO - Mantenho o compromisso de que nosso partido continuará com uma posição independente, e que o partido tem outros nomes que poderão ser candidatos, como também estamos conversando com outros partidos como por ex.: PTC, PSL, PV, PP e etc. Com certeza sairá uma decisão boa pra lajedo. Quanto aos debates acho de uma extrema importância para as pessoas conhecerem melhor seus candidatos e suas propostas.
PEDRO MELO - Sim. Tantos quantos houver. Acredito que só o debate transparente, a apresentação e a discussão dos programas e propostas de cada candidato possibilitará ao eleitor discernir entre os que conhecem os problemas, apresentam e discutem as soluções e assumem compromissos que poderão ser cobrados ao longo de um futuro governo.
O JORNAL - As maiores preocupações da população lajedense são com relação a educação, saúde, segurança e geração de emprego e renda. Como o senhor vê essas áreas e pretende solucionar os supostos problemas?
DIOGO QUINTINO – Só vejo com uma coisa: COMPROMISSO. Não tem outra fórmula. É o que falta na atual gestão. Na educação municipal, Lajedo está mal avaliado pelo IDEBE, isto é uma falta de comprometimento, enquanto o Industrial (Escola Jornalista Manuel Amaral) um colégio muito bem administrado teve média maior que o restante de todo o município. Nossa saúde há muito tempo está na UTI. Desde Dr. Rômulo Maia, Dr. Pedro, Walter e agora, com João Campos, não temos tempo para avaliar. Mas, não é um problemas só dos secretários é de todo um conjunto, do prefeito passando pela câmara. Até lá a saúde de nosso município é tão ruim que a prova é a câmara de vereadores ser composta por três auxiliares de enfermagem, um terço da casa, que qualquer assistência com um pouco mais de atenção o povo fica grato. Na geração de emprego não consigo enxergar 10 empregos no município que tem sido gerado pela gestão que está aí há mais de 15 anos, a não ser, os funcionários da prefeitura em contratos ou comissionados.
PEDRO MELO - Gestão eficiente, participação popular, controle social e transparência. Estas são as ferramentas essenciais para a solução a curto (curtíssimo), médio e longo prazo. Municipalizar a Educação com comando único, priorizar a Atenção Básica na saúde (responsável por 80% dos problemas), priorizar a Segurança e transformá-la em política de governo diretamente ligada ao gabinete do prefeito e usar a localização estratégica e a geografia favorável para atrair indústrias e/ou serviços para fomentar o emprego e a renda serão as prioridades de um eventual governo caso o meu nome seja o escolhido. O que falta na Educação e Saúde é gestão. Eleições diretas em todos as escolas, concurso público para o preenchimento de todos os cargos e a criação do Agente Comunitário de Educação são medidas imediatas em um eventual governo do nosso nome. Os problemas comuns, falta de médicos por exemplo, serão combatidos com políticas comuns entre os entes federados e assumiremos a função do município na tríade da gestão da saúde pública promovendo a saúde evitando a doença.
O JORNAL – De que forma você se compromete, em sendo eleito o próximo prefeito da cidade, administrar respeitando os princípios básicos previstos na Constituição Federal de Impessoalidade, Publicidade e eficiência, por exemplo?
DIOGO QUINTINO - Pretendo administrar com maior tranquilidade e transparência possível, esse é o principal principio de uma administração. Transparência.
PEDRO MELO - Cumprindo rigorosamente a Lei e deixando livre a formação dos conselhos (controle social), para fiscalizar e cobrar responsabilidades de todos os órgãos do governo sem dúvida haverá um grande avanço na democratização do poder e na socialização das responsabilidades.
O JORNAL – Como você vê as denúncias de irregularidades envolvendo políticos da cidade?
DIOGO QUINTINO - Um absurdo. Uma vergonha. É de dá nojo, o que vimos na câmara ultimamente. É ridículo, é chamar o povo de bob. Um carro que não se sabe até hoje o destino, com quem estava, fazendo o que a mando de quem? Outros vínculos no município por parte de alguns vereadores (Potó e Antonio Dornelas) entre outras coisas bastantes suspeitas. Quanto ao vereador ele sabe que é verdade, o prefeito sabe, os outros vereadores sabem. Todo mundo sabe. Só que ninguém tem a coragem de falar e eu apenas comentei o que venho ouvindo frequentemente das pessoas. Só isso, as pessoas vem me falarem e postei (no facebook). Não adianta querer usar da inocência do povo.
PEDRO MELO - Com tristeza. Esta é uma página que não precisava ser escrita na nossa história. O que nos assusta é que, como as pessoas começam a perder o medo, a maioria das denúncias são feitas por funcionários e o que é preocupante é que em nenhum momento ninguém da gestão desmente ou apresenta argumentos que mostrem o contrário o que nos faz supor que todas procedem. São denúncias na educação (desvios, perseguições), no CCI (uso de bebidas alcoólicas e feira para funcionários), na saúde, (funcionários fantasmas) e, pasmem, no executivo o prefeito mente para a justiça eleitoral, fere de morte a Lei Orgânica do Município que ele jurou governar e o presidente do Legislativo ( também funcionário fantasma, segundo denúncia), engaveta o pedido de cassação.

